sexta-feira, junho 24, 2005

Está na moda ir ao Psiquiatra.

Pelo menos é o que parece, hoje em dia.

Depois de um acontecimento penoso sente-se dor. Não é nada de anormal, pelo contrário!, faz parte de um normalíssimo processo de luto que se tem que ultrapassar. No entanto, há quem viva tão desligado de si próprio, que só se dá conta de que tem coração quando este dói. E o que é que faz? Procura quem lhe receite uma qualquer substância mágica que lhe adormeça a dor.

É triste esta banalização dos anti-depressivos e afins que, não só não curam o mal, como não permitem que se passe pelas usuais etapas que levam à cura da ferida.

O mal maior, causador desta situação, é o facto de as pessoas não se conhecerem a si mesmas. Passam o dia no emprego, ao fim da tarde vão beber um copo com os amigos para esquecer as dores de cabeça do malfadado emprego e, quando à noite chegam a casa, ainda vão ver a quinta da celebridades, o jogo do Benfica (ou qualquer outro programa anti-cultural) para não ter que pensar nas ditas dores. O resultado de passarem tanto tempo com o cérebro "dormente", é esquecerem-se de quem são.

Talvez seja por isso que uma grande causa de depressão seja o final de um relacionamento. A pessoa vive em função do seu consorte, sem existência própria, e, num repente, vê-se sozinha. Ou melhor, acompanhada, mas por alguém que já não sabe quem é: ela própria. E o susto causado por esse sentimento de vazio descamba em depressão.

É natural que, quando perdemos algo ou alguém que estava intrinsecamente ligado à nossa vida, nos sintamos como que se nos tivessem retirado o chão debaixo dos pés. Isto porque somos entidades compostas, em parte, por "pedaços" dos nossos amigos e familiares. Mas temos que ser entidades constituídas, principalmente, por nós próprios. E para isso precisamos de interioridade.

É necessário saber estar. Única e simplesmente, estar. Em casa, num jardim, em qualquer lugar onde se possa estar uns momentos sozinho. Apenas a conversar consigo próprio, sem a preocupação das "compras-que-ainda-tenho-que-ir-fazer" e coisas que tais. Abstrair-se da agitação do mundo e virar-se para dentro, "arrumar o sótão".

Acredito que momentos desses, de quando em quando, contribuem em muito para saúde mental.

quarta-feira, junho 22, 2005

Queixinha...

Um destes dias apeteceu-me mandar um miminho aos meus amiguinhos em geral (aqui) e o que é que aconteceu? Nada... nem uma pessoa me mandou um beijinho de volta!... :(
4 down, 1 to go!! (Que, por sinal, é só o pior de todos...)

domingo, junho 19, 2005

Obesidade Mental

[texto recebido por mail]

O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.» O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.»

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo
de dieta mental.»

João Cesar das Neves (publicado no Diário de Notícias de 22 de Março de 2004)

quinta-feira, junho 16, 2005

Notícia interessante

Notícia acerca da futura implementação, em Portugal, de um sistema de aproveitamento das ondas do mar para gerar energia.

terça-feira, junho 14, 2005

Who knows if the moon's

who knows if the moon's
a baloon, coming out of a keen city
in the sky--filled with pretty people?
(and if you and i should

get into it, if they
should take me and take you into their baloon,
why then
we'd go up higher with all the pretty people

than houses and steeples and clouds:
go sailing
away and away sailing into a keen
city which nobody's ever visited, where

always
. . . . .it's
. . . . . . .Spring) and everyone's
in love and flowers pick themselves


E.E. Cummings in & (1925)

segunda-feira, junho 13, 2005

Shall we dance?

"We need a witness to our lives. There's a billion people on the planet... I mean, what does any one life really mean? But in a marriage, you're promising to care about everything. The good things, the bad things, the terrible things, the mundane things... all of it, all of the time, every day. You're saying 'Your life will not go unnoticed because I will notice it. Your life will not go un-witnessed because I will be your witness'."
Férias: daqui a 15 dias!

Depois, encontram-me junto ao mar... =)


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Adeus.

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes
Gast
ámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes
E eu acreditava.
Acreditava.
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam

só de murmurar o teu nome

no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade in «Os Amantes sem Dinheiro» (1950)



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O "filho adoptivo do proletariado"

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Álvaro Cunhal

(1913-2005)

quinta-feira, junho 09, 2005

Preguiçite aguda

Estudar, estudar, estudar... e estudar. Grrrr!!
Bom, desde que dê frutos... :/

terça-feira, junho 07, 2005

O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro

segunda-feira, junho 06, 2005

De volta...

... depois de quase 4 dias sem PC! Como consegui aguentar tanto tempo sem internet permanece um mistério lol Mas finalmente está arranjado. Yupi! Ao que parece nem era nada de complicado, mais valia tê-lo levado à "oficina" mais cedo.
besos****

sexta-feira, junho 03, 2005

Kingdom of Heaven

"Be without fear in the face of your enemies. Speak the truth, always, even if it leads to your death. Safeguard the helpless and do no wrong. That is your oath. "

Amizade

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"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que, embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado."
Goethe

quinta-feira, junho 02, 2005

Vida

Não tenho conseguido concentrar-me decentemente nos estudos. Sinto-me uma panela de água em ebulição. Tenho na cabeça um fervilhar de ideias e sonhos que não posso pensar em concretizar enquanto estiver em exames… Estou com as emoções à flor da pele e sinto em mim um borbulhar de sentimentos contraditórios: quero gritar, correr, gastar energias, mas tenho preguiça de ir ao ginásio; estou sedenta de conhecimentos novos, mas mal consigo arranjar força para estudar a matéria dos exames. Sinto o coração a querer saltar-me do peito, a cabeça a girar… estou ansiosa e não sei por quê. Sinto-me viva… demais!... Sinto o sangue a correr nas veias, um mundo de coisas a acontecer à minha volta, mas tenho que permanecer aqui, à secretária, a aturar a petulância dos números e equações. Olho pela janela o sol a brilhar nas pedras da calçada, os dedos tamborilam impacientes na folha de papel... Preciso de assentar os pés no chão, mas quero voar!


"É preciso viver, não apenas existir."
Plutarco

Tobias

O meu Tobias já voltou para casa! adoro o meu bunny! :p


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Lágrimas.

Quando mais nova era incapaz de chorar ao pé de outrem. Fazia com que me sentisse vulnerável, preferindo assim engolir as lágrimas. Ia guardando, acumulando, até que, onde ninguém me pudesse encontrar, finalmente explodia. Não tinha ainda aprendido que chorar não me diminui, liberta-me.
O derramar de lágrimas é próprio de quem tem coração. Faz afrouxar dentro de mim a opressão angustiante da tristeza, permitindo-me respirar e reflectir. Agora sei que não há problema se não me sinto forte o suficiente para carregar o fardo sozinha. Não é mau deixar que vejam dentro da minha alma. Foram precisos alguns erros mas desaferrolhei o meu coração, e só assim pude amar completamente. Percebi finalmente que ao dar-me aos outros, por muito frágil que isso me possa tornar nas suas mãos, recebo algo de muito grande em troca. E já não estou sozinha.

segunda-feira, maio 23, 2005

Praia.

Depois de escolhido o melhor local, afastado das bolas, discos voadores e afins mas suficientemente próximo da água, pousamos a “tralha”. Dispo-me, sento-me na toalha já estendida, besunto-me de protector, coloco os óculos de sol XXL, enfio o chapéu de abas largas na cabeça e estou pronta a enfrentar o sol.

Deitada na toalha, a sentir a mistura dos cheiros a maresia e protector solar, com o corpo amolecido pelo Sol, rendo-me à preguiça e adormeço. Quase imediatamente a seguir uma voz diz-me ao ouvido "olha que ainda apanhas um escaldão"... Porque é que há sempre uma voz que teima em arrancar-me deste doce torpor?

Viro-me para cima para bronzear o que vai ficar à vista, logo à noite, naquele top diminuto. De olhos fechados, tacteio à procura dos headphones. O quente do Sol, a música calma... Hmm, não podia estar mais relaxada!... E adormeço… e acordo, com uma bola que me acerta na perna! Raio dos miúdos!

Então levanto-me, tiro os óculos e o chapéu e, languidamente, dirijo-me para a água. Sinto-me arrepiar com o fresco da brisa marinha a roçar a pele quente. Molho os pés e dou um saltinho para trás “Está fria!”. Sento-me na areia molhada a arrefecer e a ganhar coragem para entrar naquele azul. Com os olhos semicerrados perscruto o horizonte, à procura de sabe-se lá o quê, hipnotizada pelos diferentes tons e matizes do mar.

De repente “plaf!” e uma coisa viscosa escorre-me pelas costas. Ainda estou a recuperar do susto quando sou alvo de outro arremesso de areia molhada. “Tu!” e aponto-lhe o dedo acusadoramente. Fingimos que lutamos, rimo-nos e caímos abraçados. Fazemos “croquetes humanos” e corremos para a água a ver quem mergulha primeiro, com a vivacidade de uma infância há muito ida. Chapinhamos divertidos até os dedos enrugarem e os lábios ficarem roxos de frio.

Saímos ofegantes da água, sacudimos os cabelos e voltamos para a toalha. Cheios de fome comemos, sem parar sequer para falar, as sandes que nos lembrámos de trazer.
Olho-te nos olhos e desejo que o Sol não se ponha nunca…

[teresinha em tempo de exames mas sonhando com o Verão…]

domingo, maio 22, 2005

Mulheres extraordinárias

Texto dedicado a todas as mulheres extraordinárias por este mundo fora.
A Mãe e o Pai estavam a ver televisão, quando a Mãe disse: "Estou cansada e está a fazer-se tarde. Vou deitar-me".
Foi à cozinha fazer umas sandwiches para os almoços do dia seguinte na escola, passou por água as taças das pipocas, tirou carne do congelador para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais não estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta a ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro e pregou um botão que estava a cair. Guardou umas peças do jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs a agenda do telefone no sítio dela. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar.
Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto. Parou ainda na secretária e escreveu uma nota para o professor, pôs num envelope o dinheiro para uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de parabéns para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para a mercearia. Colocou ambos perto da carteira.
Nessa altura o Pai disse lá da sala "Pensei que tinhas ido deitar-te" "Vou a caminho" respondeu ela. Pôs água na tigela do cão, e chamou o gato para dentro de casa.
Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz de um candeeiro, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto da roupa suja, e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava a estudar.
Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou a cara, pôs creme, lavou os dentes e acertou uma unha partida. Por essa altura, o Pai apagou a televisão e disse: "Vou deitar-me" E foi... sem mais nada.

Autor desconhecido

quinta-feira, maio 12, 2005

Tenho saudades...

Tenho saudades dos tempos em que não podia esperar por chegar à escola. Dos tempos em que todos os dias eram uma aventura.
Tenho saudades do tempo da experimentação, da novidade. Do tempo em que os meus amigos eram a minha família. Do tempo em que estar com eles era uma certeza de todos os dias.
Tenho saudades das risotas, das "voltas à escola", dos disparates, da "Lordes" e dos "nossos meninos".
Tenho saudades de passar o dia com as minhas amigas mas ainda lhes ligar ao chegar a casa para combinar o que íamos vestir no dia seguinte.
Tenho saudades das idas ao cinema quase todas as semanas.
Tenho saudades dos bilhetinhos no meio das aulas e de passar respostas no meio dos testes. Tenho saudades de saber uma semana antes o que cada uma de nós ia levar vestido à discoteca. E da emoção que era.
Tenho saudades de nos deitarmos no chão a apanhar sol nas horas de almoço de três horas.
Tenho saudades das nossas rifas aldrabadas e de vendermos fatias de bolo.
Tenho saudades de ir jogar Cluedo para a ludoteca. E do "saco dos valores" nos balneários.
Tenho saudades de ser criança e achar-me muito crescida. Tenho saudades de pertencer a um grupo. Tenho saudades do meu grupo.

terça-feira, maio 10, 2005

" Sinto pena de mulheres que continuam comprando casacos de pele, pois nelas faltam dois dos mais importantes requisitos para uma mulher: coração e sensibilidade."
Jayne Meadows

segunda-feira, maio 09, 2005

Mysteries

God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more
And when the time bell blows my heart and I have scored a better day
Well nobody made this war of mine
And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love where war is no more
I'll be there anytime

Beth Gibbons - Mysteries (do álbum Out of Season)

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[teresinha numa onda melancólica]

domingo, maio 08, 2005

Cartoon

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quinta-feira, maio 05, 2005

Gosto das pessoas ...

... não do seu estilo.

Digo isto porque há quem considere o estilo de roupa como uma característica determinante na suscitação (ou não) de interesse pela pessoa. Esse modo de avaliação das pessoas não resulta comigo, talvez por eu própria não me conseguir definir em termos deste ou daquele estilo. Não acho que sejamos o que vestimos, apesar de concordar que o visual pode dizer algo acerca da personalidade da pessoa. Para mim, a roupa que visto tem mais a ver com estados de espírito. Quando vou às compras procuro, não as peças que "estão na moda" ou as "daquele estilo que faz as pessoas parecerem tão interessantes", mas sim peças que me atraiam pelas suas linhas e cores e, acimo de tudo, peças que me façam sentir confortável e bonita. Deve ser por isto, por não me preocupar com afirmações de moda ou com o que os outros pensam, que não catalogo e descarto as pessoas pelo que vestem. As pessoas atraem-me, fundamentalmente, quando têm um sorriso simpático, um olhar sincero e falam de maneira minimamente inteligente, e isso não se vê no gosto relativamente à indumentária. Uma coisa em que reparo, confesso, é se a roupa está cuidada (porque me faz muita confusão pessoas porquitas) e no modo como a roupa assenta (porque me irrita quem veste roupa que não a favorece só porque é o que "está na moda").

Aquela onda do "aquela é beta/freak/... por isso deve ser interessante" não funciona comigo, mas isso não quer dizer que também não seja selectiva nas pessoas com quem me dou, pois procuro, como toda a gente, quem tenha mais a ver comigo! Apenas o "ter a ver comigo" não se limita à primeira impressão que o visual causou, pois a atitude perante a vida, as ambições, o modo de lidar com os outros..., são tudo coisas que pesam mais na minha "balança da amizade".

Não compreendo quando ouço pessoas tão ligadas à filosofia "peace and love", "todos diferentes, todos iguais", sairem-se com frases do tipo "não frequento tal sítio porque é só metaleiros/betos/...". Hello?? Compreendo que se queira estar rodeado de pessoas com que se sinta uma maior sintonia, mas não sejamos extremistas! Desde que seja tudo pessoal com uma onda positiva qual é o problema de partilhar um espaço? Eu pelo menos divirto-me em qualquer lado, desde que a minha companhia me agrade... não é isso que interessa?

Mas eu, admito, também tenho uma pitada de múltipla personalidade... é que, tal como considero que todos os estilos de visual têm a sua beleza, também sou capaz, por exemplo, de ir a discotecas com diferentes tipos de música e dançar divertida em qualquer um deles. Também acho que sou perfeitamente capaz de estar com pessoas de opiniões e maneiras de pensar diferentes de mim sem entrar em choque, não por me submeter mas por considerar que a discussão saudável leva a aprendizagem. Nesse aspecto não sou limitada, pelo contrário, sou bastante receptiva, o que terá a ver com a minha maneira de ver as coisas sempre pela positiva: tudo tem um lado bom, é só saber procurá-lo.

terça-feira, maio 03, 2005

Ainda acerca das Mães

Disse uma amiga no seu blog : "Deus não podia estar em todo o lado, então criou as mães". Não sou crente mas achei esta frase muito bonita e, como lhe escrevi num comentário, acho que as mães são, de facto, o que de mais parecido existe com o nosso ideal de Deus: olham pelos seus filhos e dariam a sua vida para os salvar.
Uma mãe transcende a sua própria existência, pois excede os seus próprios limites e vive também através dos filhos. Existe vida após a morte, sim, mas apenas porque, depois de partirmos, cá continua a viver a nossa obra mais perfeita: o ser que saiu de nós, feito da nossa matéria e fruto de amor.

segunda-feira, maio 02, 2005

Segunda-feira

"It's just another manic Monday (oh-woe)
I wish it was Sunday (oh-woe)"


[música das Bangles que se adequa ao meu estado de espírito sempre que acordo e me lembro que é segunda-feira =p]

domingo, maio 01, 2005

Mãe

"Com três letrinhas apenas,
se escreve a palavra MÃE.
É das palavras pequenas
a maior que o mundo tem."



A maternidade é a maior dádiva para uma mulher, ou haverá maior felicidade que segurar nos braços o filho desejado?

Ainda antes do nascimento já a criança é amada incondicionalmente pois, no útero, entre mãe e filho, estabelece-se um laço de amor que nunca se poderá romper. E, ao nascer, quando a colocam no regaço de sua mãe, ao sentir o seu calor, o seu olhar cheio de doçura, a criança sabe, no seu íntimo, que aquele é (e será sempre!) o seu porto seguro.

Ser mãe é entregar-se a si mesma, dia após dia, em prol do bem estar do seu filho. É conhecer de cor cada expressão deste, e saber o que o perturba sem que seja dita uma palavra. É curar as feridas com um beijo. É secar as lágrimas com um sorriso terno. Ser mãe é perdoar. É transformar-se numa leoa à menor perspectiva de ameaça. É transbordar de felicidade com a mais pequena conquista do filho.



"A mãe é a mais bela obra de Deus!"
(A. Garrett)

História do Dia da Mãe

"Há historiadores que reclamam as comemorações do Dia da Mãe às mais antigas festividades decorrentes na Grécia antiga, aquando da Festa da Primavera, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.
Também em Roma, a Mãe era celebrada em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo antes do nascimento de Cristo.
No século XVII, a Inglaterra popularizou o "Domingo da Mãe" nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, como homenagem a todas as mães de Inglaterra, sendo mesmo concedido um dia de folga para que se celebrasse este dia na sua plenitude.
O Cristianismo instituiu a festa da "Igreja Mãe", verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do "Domingo da Mãe".
Também no continente Americano, mais concretamente nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe no ano de 1872, um dia cujo significado fora assumidamente associado a um dia de Paz contra o flagelo da Guerra Civil.
Porém, o verdadeiro Dia da Mãe é comumente associado a Anna Jarvis.
Aos 41 anos de idade, Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães. Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familiares.
Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.
Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe. Para adornar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo da mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.
A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.
Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.
Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos idos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio. "

sábado, abril 30, 2005

Há pessoas ...

... que, com o seu espírito tão cheio de vida, pintam um dia (de outro modo banal) com todas as cores do arco-íris.

terça-feira, abril 26, 2005

Acabei de vir do veterinário com o meu Tobias. Foi levar vacinas, desgraçado... Mas portou-se bem! =)

Adoro...

... estes fins-de-semana prolongados ;)

sexta-feira, abril 22, 2005

Cenas da vida conjugal

Ela - Amas-me?
Ele - Mais que tudo!
Ela - Mesmo sendo como sou?
Ele - É exactamente por seres como és que te amo!...

quinta-feira, abril 21, 2005

Para reflectir

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Novo visual (2)

Não tinha ficado satisfeita com o outro template. Estava com um ar demasiado sóbrio... Acho que agora já está com umas cores mais apropriadas à estação em que estamos =)

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quarta-feira, abril 20, 2005

"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam presente."

terça-feira, abril 19, 2005

Velhice

[Texto que encontrei numa "surfada" na net.]

Envelheço quando me fecho para as novas ideias e me torno radical.
Envelheço quando o novo me assusta e minha mente insiste no comodismo.
Envelheço quando meu pensamento abandona a casa e retorna sem nada.
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
Envelheço quando penso muito em mim mesmo e me esqueço dos outros.
Envelheço quando penso em ousar mas temo o preço da ousadia.
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma.
Envelheço quando tenho chance de amar mas vence o medo de arriscar.
Envelheço quando paro de lutar.

Novo visual

Resolvi mudar o template deste meu (nosso) canto. Espero que gostem!

sábado, abril 16, 2005

The Beach Boys

"God only knows what I'd be without you
If you should ever leave me
Though life would still go on, believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me?
God only knows what I'd be without you"


[Estava a ouvi-la e lembrei-me de ti... =)]

sexta-feira, abril 15, 2005

Doçuras

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Eterna menina

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Esta é a história da menina a que não deixam crescer. Não é uma história verídica, mas também não é totalmente ficção. Chamam-lhe a Eterna-Menina, mas nós chamemos-lhe Ema.

A história de Ema começa muito antes de nascer, pois já há muito tempo que era desejada intensamente pelos seus futuros papás. O maior desgosto da mamã e do papá de Ema era o facto de não conseguirem ter filhos, por isso quando (por milagre, dizem eles) a cegonha lhes bateu à porta, sentiram-se as pessoas mais felizes do mundo. Assim, desde o seu nascimento que Ema tem todo o amor e carinho dos seus pais, mas também a sua super-protecção. Os pais de Ema sempre foram o que comummente se chama de “pais-galinha” pois, por amor ao seu rebento, sempre a fizeram viver numa redoma, protegida de todos os males e, portanto, da vida. Talvez seja por isso que, em tantos momentos da sua (ainda curta) vida, Em não se sinta preparada para encarar o futuro, que se lhe afigura demasiado duro.

Há dias em que os ombros lhe pesam e a cabeça não consegue formular um pensamento feliz, mas o sorriso, esse, está sempre pendurado nos seus lábios, qual armadura contra as perguntas indesejadas; o que a denuncia são os olhos, que não conseguem mentir e esconder a tristeza… ou denunciariam, se o rodopio da vida não impedisse os que lhe querem bem de ver mais fundo. É nesses dias que Ema se refugia na escrita.

Ema raramente chora, pelo menos lágrimas salgadas… Quando se sente triste chora lágrimas de sangue que lhe escorrem directamente do coração. As outras, as salgadas, vão se acumulando na alma, sendo libertadas apenas quando chora o sofrimento dos outros.

Mas não pensem que Ema é infeliz, não é! Tem uma vida boa e um punhado de bons amigos. No entanto, sente que lhe falta algo!... Mais emoção na sua vida, que tantas vezes é só casa-escola-casa. Ema passeia com os seus amigos e sempre que pode está com o namorado, como qualquer jovem da sua idade… mas anseia por mais independência. O grande desejo de Ema é o de fazer uma longa viagem, por um qualquer país desconhecido. Seria aquela experiência de vida, e uma forma de se começar a afastar da vivência quotidiana com os pais, uma espécie de preparação para ir (finalmente) viver sozinha. Mas o modo como foi criada impede-a de ter a garra necessária para largar tudo e partir para uma aventura dessas... e assim vai ficando cada vez mais presa à inércia com que passa pela vida.
. . .

quarta-feira, abril 13, 2005

(Remetendo para o post anterior) correu bem =)

segunda-feira, abril 11, 2005

Aaiiiiiiiiiiiiii!! Detesto apresentações orais!... Dão-me dores de barriga só de pensar...

domingo, abril 10, 2005

Cartoon me

sábado, abril 09, 2005

"O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas dos produtos do trabalho humano. A guerra é uma maneira de desperdiçar, ou de diluir na atmosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que de outra forma teriam de ser usados em prol do conforto das massas, tornando-as com o correr do tempo, inteligentes."
[retirado de 1984, de George Orwell]

sexta-feira, abril 08, 2005

Papa

Não digo que a morte do Papa não tenha sido um acontecimento cuja cobertura tinha interesse público, mas daí à exploração mediática que se verificou vai uma grande distância.

Tou'

Cansada, depois de uma maratona de estudo esta tarde...

quarta-feira, abril 06, 2005

Não confio.

Não confio em pessoas que não conseguem estar sozinhas. Sabem? Aquelas que não gostam de estar em casa, que têm que ter sempre um “programinha”. Aquelas alminhas que têm que estar sempre rodeadas de pessoas, que num jantar (almoço, lanche, whatever) não vão sozinhas aos lavabos. Aqueles indivíduos que não conseguem estar sem a sua (ou sem uma) “cara-metade”. E que têm sempre um “amigo colorido” na prateleira ou um “melhor amigo” à distância de um telefonema seu (e não o contrário, entenda-se), para quando se sentem sós.
Não confio, porque como posso confiar numa pessoa que não gosta de estar consigo própria? Faço-me entender? Se não pode esperar 5 minutos sozinha que a outra pessoa chegue é porque algo de errado se passa naquela cabeça… o que é que tem medo de enfrentar? Os seus problemas? A sua consciência?
Se calhar estou a ser demasiado mazinha… Mas não conhecem ninguém assim? Normalmente são aquelas pessoas a quem se se aponta um defeito no carácter não fazem ideia do que estamos a falar… Pudera, se raramente passam um tempinho consigo próprias como se podem conhecer a si mesmas?
Aceitam-se opiniões!

segunda-feira, abril 04, 2005

Recomeço das aulas

Quando as férias começaram prometi a mim mesma que iria guardar pelo menos uns 2 dias para estudar... Oh sim!... Já nem me lembro do nome das cadeiras LoL Mas estas mini-férias souberam tão bem!! Estava mesmo a precisar do descanso.
E hoje vou enfrentar mais um dia de aulas (e depois outro, e mais outro... até perfazer os 2 meses de aulas que ainda tenho pela frente).
Tenho que me mentalizar que hoje vou ter que sair deste torpor mental em que mergulhei e estar atenta em duas l o n g a s aulas teóricas...... Vá, coragem! =)

domingo, abril 03, 2005

Manhã

Naquele dia acordou diferente, com uma sede de viver como há muito não sentia. “Já é Primavera”, disse para consigo. Sentia-se sempre mais leve quando acordava com o chilrear das andorinhas na Primavera. Levantou-se num rompante da cama. Levantou as persianas e o Sol inundou o quarto, galgou a cama e iluminou o corpo enroscado nos lençóis. Abriu a janela de par em par e inspirou profundamente o ar fresco da manhã. “Que te deu? Fecha a janela que tenho frio”, disse uma voz sonolenta. Sorriu. Fechou a janela, calçou os chinelos e saiu do quarto. Daí a um bocado voltou, de banho tomado e com ar malandro. Pegou nos lençóis e atirou-os para trás decididamente: “Acorda amor! A vida espera-nos!!” Com isto pegou nela ao colo e, entre risos, levou-a até à cozinha onde a mesa já estava preparada para o pequeno-almoço.
Observava divertido as suas reacções: primeiro, os olhos abertos de espanto quando se sentou à mesa e depois, o apetite com que devorava os brioches e engolia o sumo de laranja, enquanto lhe perguntava repetidamente o que lhe tinha dado hoje. “Nada, doida. Estou feliz, só isso… Feliz por poder acordar a teu lado todos os dias” respondeu finalmente, olhando-a nos olhos. E dito isto levantou-se e beijou-a com carinho na testa, depois numa e noutra pálpebra, no nariz e só então na boca, apaixonadamente, recuperando um gesto perdido desde o tempo em que namoravam.

sexta-feira, abril 01, 2005

Dia das Mentiras

Não gosto, nunca gostei!, de mentir (e quem me conheçe sabe-o bem). Não sou santa! apenas não gosto de mentiras, nem mesmo "piedosas", como se costuma dizer... Nesse aspecto sou antes apologista do Eufemismo (porque às vezes é preferível sacrificar um pouquinho a verdade a magoar os sentimentos de outrém).
É que nem sequer tenho queda para a mentira: atrapalho-me a falar, coro... Será, provavelmente, por me ser tão difícil mentir que tantas vezes me surpreendo ao descobrir falsidade nos outros. Sei perfeitamente que há situações em que é complicado olhar nos olhos e dizer a verdade, nua e crua, e que por vezes o caminho mais fácil (o da mentira) é tentador. Mas os enganos, as intrigas, as mentiras (seja por maldade ou para "salvar a pele")... tudo isso me choca e enoja.
Sei bem que não sou perfeita e que não me cabe a mim julgar as atitudes dos outros (o melhor é mesmo evitar esse tipo de pessoas e/ou situações). O que me faz realmente "comichão" é existir um dia em que é "admissível" uma mentirita, uma partida. Deveriam, isso sim, dedicar um dia (já que não todos!) à verdade.

terça-feira, março 29, 2005

Soem os tambores!

Apresento-vos o mais recente membro da família:
o Tobias!!

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quinta-feira, março 24, 2005

Função Pública

Como amanhã é feriado, hoje saiu tudo mais cedo... Isto não é normal!...

Warsaw Village Band

Conheci-os no Festival Músicas do Mundo e fiquei impressionada. Fui vê-los ontem ao Fórum Lisboa e amei!

Para quem não conhece
São uma banda polaca de seis elementos (entre os 16 e os 25 anos), fundada em 1997. Descrevem o seu estilo como sendo “hardcore folk” ou “bio techno”, pois fazem uma ligação entre as músicas tradicionais polacas e uma sonoridade mais moderna, tocando com instrumentos tradicionais (como a "suka" que se toca com as unhas) e utilizando um estilo vocal especial.

terça-feira, março 22, 2005

22 de Março - Dia Mundial da Água

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Já desde 1993 que este dia é consagrado à água. Esperemos que isto contribua para uma maior consciencialização acerca da necessidade de preservação deste bem tão precioso.

segunda-feira, março 21, 2005

Primavera

Significa Amor, Borboletas, Flores, Risos, Andorinhas, Pólen, Natureza, Calor, Bebés, Arco-Íris ... E é a minha estação do ano preferida!
No entanto, chegou ao fim o primeiro dia de Primavera deste ano... e foi cinzento. Mas, tendo em conta a seca que assola o nosso país, não deixou de ser um dia iluminado.

Dia chuvoso

Descia apressadamente a rua, uma mão no bolso e a outra segurando o chapéu-de-chuva em riste, contra o vento feroz. As nuvens negras não prometiam afastar-se para breve e descarregavam a sua fúria contra os transeuntes encharcados.

Ao contornar uma poça, levanta os olhos e encontra os dela, ametistas cravadas num rosto de boneca. A sua boquinha vermelha esboçava um sorriso e ele sentiu-se empalidecer, pois nunca havia visto beleza daquela. O vento fazia ondular os caracóis que lhe emolduravam o rosto, fazendo com que destes se desprendesse um aroma a Primavera.

Um raio de Sol resvalou por entre uma fresta nas nuvens, indo pousar no seu coração. E a jovem passou por ele apressada, e ele continuou o seu caminho. Mas o dia, esse, afigurou-se-lhe bem mais agradável.

domingo, março 20, 2005

Paixão

Quero tocar os teus lábios com os meus, num beijo interminável. Quero morder, chupar, engolir, guiada por uma paixão desenfreada.
Quero enlaçar-te nos meus braços ardentes.
Quero passar os dedos por entre os teus cabelos e mordiscar-te a orelha. Quero sussurrar-te ao ouvido os sentimentos que me dominam e se sobrepõem à razão. Quero gritar ao mundo o meu prazer.
Quero arranhar-te. Quero traçar no teu corpo um mapa de paixão.
Quero amar-te voluptuosamente. Quero sentir, na dança dos nossos corpos, a união das nossas almas. Quero ser tua, para sempre.

Festa de Aniversário das Primas

Obrigada por terem ido!!

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quarta-feira, março 16, 2005

PSIcoisas

Parece-me bastante interessante:
Jornadas de Psicologia Clínica e Saúde Mental do Hospital Júlio de Matos - dias 8 e 9 de Abril (procurem os panfletos na faculdade!)

Pôr a conversa em dia

Aqui o meu cantinho está um bocado deixado ao abandono... é que tenho andado ocupadérrima! :p Mas vamos pôr a conversa em dia.
Ontem fiz aninhos! 21!! Ah, pois é... tou a ficar crescida! =)
Adoro fazer anos (por enquanto, pelo menos...). É me impossível estar em baixo neste dia... Adoro receber chamadas e mensagens de Parabéns! Principalmente quando de pessoas que não esperava que ainda se lembrassem do dia do meu aniversário. Faz-me sentir muito querida!...
O dia foi óptimo: à tarde, Fondue de Chocolate com os amigos chegados; à noite, comidinha Japonesa com a família. E agora ainda falta a farra!! Mas isso é só sexta-feira!... ;)
Vou dando notícias...
Beijo*

sexta-feira, março 11, 2005

Se estás de dieta...

... não proves os Biscoitos de Azeitão. Ai que delicia! Ai a minha dieta....... LoL

quinta-feira, março 10, 2005

Loucuras...

Não tenho aqui escrito mas é que ando cansadíssima... com os sonos todos trocados... e um 'cadinho preguiçosa também :p
Dia 8 eu e a minha 'miga M. participámos nas filmagens (como figurantes) de um anúncio da TMN. Chegámos ao local às 19h30 e fomos embora às 6h30 da manhã... é verdade, 11 horas de trabalho!... Tudo isto por 25€, até dá vontade de rir.
Claro que fomos mais pela experiência que outra coisa. E ainda bem, porque conhecemos um grupinho simpático e acabámos por nos divertir muito!
Não sei é se é para repetir... hoje ainda acordei com dores musculares, parece que corri a maratona. Mas estou curiosíssima para ver o resultado final! Será que apareço? =)

Beijinhos**


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(eu e a M. com três das pessoas que conhecemos nas filmagens)

domingo, março 06, 2005

Jantar-reunião


Numa palavra: d i v e r t i d í s s i m o !!

Em várias palavras: foi um jantar inesquecível. Decididamente, a repetir! De preferência brevemente.

'Tou...

Estou Cansada!

Gosto de acordar cedo e deitar-me tarde, para aproveitar cada minuto do dia. Mas depois ando sempre cheia de sono...
É que dormir sabe bem, mas estar acordado ainda sabe melhor!

quinta-feira, março 03, 2005

Quarto Escuro

Liguei a T.V. e fiz zapping por uns minutos. Não estava a dar nada que me chamasse a atenção. Peguei no livrinho da programação dos canais Lusomundo e reparei que tinha começado um filme há 20 minutos. Quarto Escuro; Home Room no original. Nunca tinha ouvido falar. Não conhecia os nomes dos actores. Mas também não estava a dar mais nada de interessante e comecei a ver. Acabou por ser dos melhores filmes que vi ultimamente!... Bom, para falar a verdade não tenho visto muitos filmes ultimamente... mas adorei.
Quarto Escuro foi feito (relativamente) pouco tempo depois da tragédia de Columbine, no entanto pega no tema da violência nas escolas de forma diferente do que seria de esperar. Não tem nada a ver com o filme Elephant, por exemplo, pois nunca se chega a ver o tiroteio. Quarto Escuro trata das consequências, do depois. Faz uma excelente abordagem ao tema do stress pós-traumático vivenciado por quem sobrevive a um acontecimento do tipo. De como é que se lida com o facto de se ter sobrevivido, enquanto os outros morreram.
É um filme forte (tem alguma linguagem mais crua e cenas algo violentas), que conta com uma impressionante interpretação das actrizes Busy Philipps e Erika Christensen. É um filme intenso e que não procura dar lições de moral ou explicações acerca dos motivos que levam um jovem a pegar numa arma e a matar colegas indiscriminadamente. Há coisas que acontecem sem motivo, sem explicação possível.
Mas vai mais longe. Trata de Dor. De como é normal sentir Dor quando se está perante um acontecimento Doloroso. Aborda também, ainda que ao de leve, o problema do abuso de anti-depressivos para adormecer o espírito.
Recomendo. E não vou dizer mais nada ou perde toda a piada.

quarta-feira, março 02, 2005

PSIcoisas (a.k.a. coisas-que-só-interessam-a-alunos-de-Psicologia)

Não percebo porque é que nunca vejo pessoas da minha faculdade a assistir às conferências da FUNDIP!
São cursos (gratuitos) de 5/6 conferências interessantíssimas sobre Psicopatologias, é só estar atento aos panfletos que afixam sempre pela faculdade fora.
Pessoalmente, sinto que aprendo mais numa conferência do que numa semana de aulas :)

terça-feira, março 01, 2005

Indignação (2)

Para chegar ao EcoPonto mais perto de minha casa (num tempo útil que compense o esforço) tenho que ir de carro. Ainda para mais, não dá para parar o carro perto.
Lá se vai a minha tentativa de ser mais ecológica... :/

Março

Para muitos este é o mês da Primavera, dos primeiros (e tímidos) raios de Sol depois de um Inverno chuvoso.
Para muitos este é o mês da Mulher (dia 8 é o Dia Internacional da Mulher), para tantos outros está associado ao Dia do Pai (dia 19).
Para muitos este é um mês como outro qualquer.
Para MIM este é o meu mês!


P.S.: dia 15 espero os vossos Parabéns ;)

Indignação

A cidade continua salpicada de cartazes de propaganda política. Não haverá uma lei que obrigue os partidos a remover o respectivo "lixo"? Ou será que estão a pensar deixar isto assim já para as próximas eleições?

domingo, fevereiro 27, 2005

Às vezes esqueço-me...


... o privilégio que é poder distanciar-me da confusão da cidade aos fins-de-semana.
Estas fugas são o que me permite não me cansar de Lisboa e da vida activa que aqui se leva.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Estou preguiçosa (2)


Como preguiçosa que estou para escrever, deixo-vos imagens do meu dia... Afinal de contas uma imagem vale mais que mil palavras, ou não é?
Hoje tive o dia livre e aproveitei para estar com o meu menino! =) Passeamos muito e encontrámos a minha prima I.
Estava mesmo a precisar de um dia de descanso (até estava a precisar de mais...)!
Um beijo**

Estou preguiçosa...

até para escrever.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Mesa de café

Entramos num café e os meus olhos percorrem o espaço à procura da melhor mesa. Sentamo-nos na mesa do canto, no fundo da sala, porque permite uma visão global da sala e de quem entra.
"São dois cafés, se faz favor!"
A música de fundo deixa-me ouvir a voz de quem se sentou à minha frente, e apenas um murmúrio difuso vindo de outras mesas.
"Obrigada." Despejo meio pacote de açúcar, nem mais nem menos, e mexo vagarosamente enquanto aceno com a cabeça.
A luz é ténue. De uma e outra mesa partem rolos de fumo que ondulam no ar, até se desvanecerem, se misturarem numa fina névoa que tudo cobre.
Agarro na chávena de modo a aquecer as mãos geladas da rua. "Sim, sim..." respondo distraidamente enquanto observo o que se passa à minha volta.
Noutra mesa de canto um casalinho, de mãos unidas e cabeças quase coladas, derrete-se ao som das suas juras de amor. Na mesa do centro duas raparigas de ar emproado riem alto. Ali um homem engravatado lê as notícias do dia. Acolá uma senhora de carrapito e ar cansado dá o iogurte ao neto irrequieto. Aqui e ali mesas vazias.
Olho pela janela o lusco-fusco. As luzes dos automóveis que dão a curva encandeiam-me.
"Sim, já se faz tarde." "A conta por favor!"
E fechamos os casacos e piscamos os olhos enquanto voltamos ao frio desconfortável da rua.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Que bem que sabe...

... um chá de limão quentinho feito pela mamã!

Mais do que as prendas caras ou os elogios, são os pequenos gestos feitos com amor que nos aquecem mais o coração!...

Aceitação

A vida é feita de altos e baixos, e tudo o que nos acontece marca-nos: os momentos felizes deixam-nos boas recordações e os momentos tristes cicatrizes. Porque não podemos viver no passado, estas últimas têm que ser isso mesmo, cicatrizes... uma marca que nos recorde uma lição aprendida, que nos recorde que caímos mas que tivemos força para voltar a levantar-nos.
Já tenho dito mas nunca é de mais repetir, não nos podemos vergar face às adversidades! Devemos, sim, manter a cabeça fria e enfrentar os obstáculos. Para superar a frustração causada por contrariedades e imprevistos, é fundamental desenvolver a capacidade de perceber e aceitar o que acontece. Só aceitando conseguimos perceber a situação na sua dimensão real, sem exageros nem distorções.

Há que
aceitar que a vida nem sempre corre como desejamos e gozar a vida com tudo que ela oferece!

Amizade


"Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles."
Adam Parfrey

domingo, fevereiro 20, 2005

Eleições

Já fui exercer o meu direito e dever de votar.
Espero que todos o façam.
Irrita-me quem não vai votar! Marcar posição é, quanto muito, votar em branco. Que interessa não ir? A única coisa que mostra é desinteresse.

Leituras

Depois de tanto tempo a ler somente apontamentos e livros técnicos recomendados, a alegria de voltar a pegar num bom livro "porque sim"!...
Começei a ler O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde... porquanto parece-me bem, mas quando acabar digo-vos o que achei.


Oscar Wilde - pequena biografia
Poeta, dramaturgo e ensaísta irlandês, de nome completo Oscar O'Flahertie Fingal Wills Wilde, nasceu a 16 de Outubro de 1854, em Dublin, e faleceu a 30 de Novembro de 1900, em Paris, França.
A sua obra, nomeadamente a poesia, apresenta características que permitem incluí-lo na corrente finissecular do Esteticismo. As comédias O Leque de Lady Windermere (1892) e A Importância de se chamar Ernesto (1895) [vi o filme, giríssimo!] são consideradas obras-primas. É autor também da famosa obra O Retrato de Dorian Gray (1890).
Pela sua homossexualidade, foi alvo de um célebre processo-crime, que o levaria a cumprir dois anos de prisão com trabalhos forçados (1895-1897). Depois de ser libertado, adoptou o nome Sebastian Melmouth e foi viver para França. Passou os últimos três anos da sua vida em Paris, onde publicou A Balada da Prisão de Reading (1898), revelando as condições inumanas da vida na prisão.

sábado, fevereiro 19, 2005

Estudantices (2)

Ontem fiz, finalmente, o último exame deste semestre! Bom, que alívio!... Já não aguentava estudar nem mais uma frase...
Agora é férias!! Bem, pelo menos até segunda-feira... lol

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Estudantices

Não tenho aqui escrito porque ando a estudar para um exame oral que vou fazer amanhã. Como eu odeio orais... estou numa pilha de nervos!!
Já comecei as aulas segunda-feira mas só houve duas teóricas de "apresentação", e ainda bem porque não iria estar com cabeça para mais nada...
Ai, este fim-de-semana vou descansar tanto!...

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

14 de Fevereiro (a.k.a. Dia dos Namorados)

Não resisto a manifestar aqui a minha indignação relativamente a quem ainda vai na conversa das prendinhas, postalinhos, coraçõezinhos e outros que tais... O "Dia dos Namorados" é só mais uma data disparatada (a par do dia da mãe/do pai/do sei-lá-mais-o-quê) para apelar ao nosso espírito consumista!...
Não preciso que ninguém marque uma data para te dizer, a ti, que te amo!!! =)

sábado, fevereiro 12, 2005

Mais um post de (des)amor...

Quem já amou e perdeu esse amor, sabe o que é o medo de estar sozinho, de ficar sozinho. A solidão empederne os corações, mata... e a necessidade de a ultrapassar leva-nos a cometer o erro de procurar o amor no sítio errado. Empurra-nos para o mundo das relações casuais, na esperança () de encontrar aquele sentimento que nos aquece a alma. Mas a alma, essa, não se deixa enganar. E o coração continua a bater sozinho.
Essa procura de um alguém que nos arranque da solidão, impede-nos de fazer o luto da relação que acabou. Então, ainda presos ao passado, procuramos construir um futuro... o resultado? Esse já se sabe, mais uma tentativa gorada de amar...

Relações

A paixão tolda-nos a vista e leva-nos a acreditar que a relação durará para sempre... mas a verdade é que, com o tempo, muitas (tantas!) relações acabam por esfriar. Um dia acordamos e, num repente, damos conta de que aquele sentimento tão intenso, aquele que nos fazia esquecer tudo o mais!, acabou. Morreu.
Mas não é bem assim, não pode ser assim! Num dia o amor, no outro dia a indiferença?
Tem que ser muito mais do que isso... talvez o que aconteça é que está cada um tão concentrado no seu umbigo, nos seus ciúmes, nos seus desejos de amar e de ser amado, no seu ideal romântico do que é o amor, que se esquecem do que é principal: do cuidado de procurar conhecer realmente a outra pessoa, da responsabilidade que é tomar conta do coração de outrem, da atenção às necessidades do outro, da importância dos pequenos gestos; então, com o tempo, a relação esmorece e torna-se superficial.
A princípio nem nos apercebemos... sentimos o amor tal como o idealizámos. Até que um dia há um toque que não nos arrepia, há um sentimento que queremos exprimir mas as palavras já não saem... e aí aparece a dúvida, e a dúvida leva, mais tarde ou mais cedo (dependendo da nossa capacidade de mentirmos a nós próprios), à certeza. À certeza inabalável, lancinante, de que afinal não é amor, não era amor... mas apenas o esboço de um sentimento que podia ter sido, e não foi.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

LoL

Se estão à espera de um post inteligente então podem passar à frente... é que não resisti a colocar aqui esta anedota que me mandaram por mail :p


Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse:
- Que petulância seres chamada de flor! Vê a tua pele áspera e a minha lisa e sedosa. Vê o teu cheiro desagradável e meu perfume sensual e envolvente. Vê o teu corpo grosseiro e o meu delicado e elegante... Eu, sim, sou uma Flor!
Ao que a couve-flor respondeu:

- De que adianta ser assim tão linda se ninguém te come...?

Uma música à partida simples mas que (me) toca: The Blowers' daughter

[teresinha numa onda lamechas]

Post telegráfico

Fiz mais um exame stop correu bem stop

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Deus

"Se Deus existe, o que eu sinceramente não acredito, entenderá que há um limite para a compreensão humana. Foi Ele quem criou esta confusão, onde há miséria, injustiça, ganância, solidão. A sua intenção deve ter sido óptima, mas os resultados são nulos; se Deus existe, Ele será generoso para com as criaturas que desejarem ir-se embora mais cedo desta terra, e pode até mesmo pedir desculpas por nos ter obrigado a passar por aqui."
in Veronika decide morrer, Paulo Coelho

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Sonhando acordada

Sentada na secretária sinto o cansaço a apoderar-se de mim, a pouco e pouco, vergando-me sob o seu peso. Já lá vai mais de um mês de estudo intenso! Os dias sucedem-se uns atrás dos outros, parecendo-me a mim sempre iguais... (exceptuando os próprios dias de exame) cada novo dia é só mais um dia dedicado ao estudo.
Então, frequentemente, dou por mim a olhar para o infinito, a caneta tombada em cima dos cadernos, a sonhar acordada...
Que maravilhosa é esta capacidade de sonhar acordado! Com apenas um pouco de imaginação podemo-nos projectar para onde quer que seja, ser quem nos apetecer... podemos voltar ao passado ou construir um futuro...
Sonhar acordado é um óptimo escape para as preocupações do "mundo real". E, ao contrário dos sonhos ditos "normais", não temos que nos preocupar com pesadelos.


"Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois. Eu fico ali sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois."
Sozinho, de Caetano Veloso

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Ensaio sobre a cegueira

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
Livro dos Conselhos


Acabei ontem de ler o romance de Saramago "Ensaio sobre a Cegueira".
Para quem não leu, o ponto de partida é uma inexplicável epidemia de cegueira em que os cegos "vêem", não preto, mas branco. A partir daí, Saramago faz uma descrição brutal, mas sublime, do que é a natureza humana.
A maneira de escrever é a de sempre, com um mínimo de parágrafos e nada a demarcar o início das falas; nunca ao longo do livro há uma referência espacial ou temporal, nem mesmo chegamos a saber o nome dos personagens. Pode parecer confuso mas, pelo contrário, a leitura corre com uma fluidez que chega a ser embriagante.
É um livro dramático e que não nos deixa indiferente!



«O Bancário» - Tem considerado o Ensaio sobre a Cegueira como um livro duro. Porquê?
José Saramago - Trata-se de uma situação em que toda a gente cega e, a partir daí, ninguém sabe conviver, onde ir ou o que fazer, porque o mundo está organizado para quem vê. Então, sobem ao de cima os instintos maus, a necessidade de sobreviver contra os outros. Até agora, quem leu o livro está de acordo: é um livro duro.
«B» - O que o levou a escrever um livro assim?
J.S. - Não é fácil dizer porque se escreve um livro, embora este tenha uma resposta simples: o mundo (parece-me que estamos de acordo) não está bem, é terrível. Vamo-nos habituando às coisas más, dolorosas, alucinantes. E perdemos a sensibilidade, a capacidade de reagir às coisas más, de combatê-las. Este livro é, de uma maneira transposta, a metáfora do medo real. Tinha que ser duro, porque o mundo é duro e violento. Foi a consciência desta sociedade que é a nossa que me levou a escrever este livro.
«B»- É um grito de alerta?
J.S.- Não é um grito de alerta, porque os outros não dão por eles. É mais como quem cumpre um dever, uma obrigação. Se penso que as coisas estão assim, tenho que dizê-lo... Como se dissesse: como vamos? vamos mal. Não posso mudar o mundo, por isso a minha contribuição é escrever um livro onde o denuncie. E o leitor irá decidir até que ponto isso lhe interessa.

ANDRADE, Elsa, "Ensaio sobre a Cegueira ou o sofrimento de Saramago" in jornal O Bancário, s/l, 6 de Novembro 1995, pág.10.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Sucesso

Todos nós procuramos o sucesso. Seja a nível profissional ou no campo amoroso, é da natureza humana querermos ser o número 1 em tudo quanto nos envolvemos.
No entanto, se é normal querermos atingir a realização pessoal, já não se pode dizer o mesmo de querer obter êxito a qualquer preço. Há quem, movido pela ambição, não olhe a meios para atingir os fins, utilizando (habilmente, diga-se) os outros como trampolim para o sucesso. Sucesso fácil! Sem suor, nem sangue, nem lágrimas... mas à custa do suor, sangue e lágrimas dos outros, dos ingénuos. São os parasitas do reino, não animal, mas humano.
Estes seres, tão baixos e mesquinhos, são normalmente colegas que mostram ares de inteligência, maneiras agradáveis e porte bonito. São seres que, com um misto de simpatia e autoridade, conseguem impelir os mais fracos (de cabeça, claro está) a fazerem o seu trabalho, a assumirem culpas que não têm. Estes seres desprezíveis não se acanham em aproveitar-se do trabalho dos outros e, por vezes, com as suas manhas, ainda os conseguem convencer de que quem realmente merece os lucros são eles próprios.
Mas, felizmente, "nem tudo está podre no reino da Dinamarca". Ainda há aqueles para quem a paz de espírito é mais valiosa que os louros ganhos desonestamente. Ainda há quem defina estratégias baseadas na premissa do esforço e do trabalho honrado, para atingir os seus objectivos. Estes são os corajosos que sabem que o sucesso (ou o fracasso) só depende deles próprios.

Ponto Já

Hoje descobri a existência da Loja Ponto Já, na Av. Liberdade. É um novo espaço destinado (especialmente) aos jovens, onde se pode estudar, fazer trabalhos e aceder à internet. Tem também um espaço de lazer e um bar. O visual é muito jovem e moderno e, no que me concerne, bastante convidativo.

Para mais informações:
http://recursos.juventude.gov.pt/lojaspontoja.pdf
Vídeo:
http://recursos.juventude.gov.pt/lojasja.wmv