Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
"Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"
quinta-feira, dezembro 17, 2009
quinta-feira, novembro 19, 2009
O triunfo de uma sonhadora
"De todas as vezes que alguém lhe disser que um sonho é impossível e sempre que se sentir desalentado face a desafios impossíveis de ultrapassar, murmure «Tererai Trent».
De todas as pessoas que ambicionavam uma licenciatura este ano, talvez a história mais notável seja a de Tererai, uma mulher de meia-idade que se tornou um dos meus heróis. O seu triunfo pessoal é também um monumento às organizações e aos indivíduos que a ajudaram. Da próxima vez que ouvir dizer que os grupos de assistência internacionais esbanjam dinheiro e criam dependência, lembre-se que Tererai tinha absolutamente todas as probabilidades de continuar a ser uma pastora analfabeta no Zimbabué e que, em vez disso... ah, mas estou a ir depressa de mais.
Tererai nasceu numa aldeia perdida nas zonas rurais da Rodésia, hoje Zimbabué, provavelmente por volta de 1965, e frequentou a escola primária durante menos de um ano. O pai tinha-a casado quando ela tinha cerca de 11 anos com um homem que lhe batia. Parecia destinada a tornar-se mais um activo africano desperdiçado.
Passou-se assim uma dúzia de anos. Jo Luck, chefe de um grupo de assistência chamado Heifer International, passou pela aldeia e disse às mulheres que deviam afirmar-se, alimentar sonhos, mudar as suas vidas.
Entusiasmada, Tererai escrevinhou quatro objectivos absurdos, retirados de feitos que ouvira vagamente terem sido alcançados por africanos famosos. E escreveu: estudar no estrangeiro, tirar a licenciatura, fazer um mestrado e um doutoramento.
Tererai começou a trabalhar para a Heifer e para várias organizações cristãs, como organizadora comunitária. Usou o que aí ganhava para tirar cursos por correspondência, poupando todos os tostões que podia.
Em 1998, foi aceite na universidade estadual do Oklahoma, mas insistiu em levar consigo os cinco filhos, que não queria deixar para trás com o marido. «Não podia abandonar os meus filhos», recorda. «Sabia que acabariam por ser obrigados a casar.»
O marido de Tererai acabou por concordar em que ela levasse as crianças para os EUA... desde que ele fosse também. A Heifer deu uma ajuda com as passagens aéreas, a mãe de Tererai vendeu uma vaca e alguns vizinhos venderam cabras para ajudarem a angariar dinheiro. Com 4 mil dólares embrulhados numa meia que atou à cintura, Tererai partiu para o Oklahoma.
Tinha-se realizado um sonho impossível, que depressa se começou a parecer com um pesadelo. Tererai e a família tinham pouco dinheiro e viviam numa roulotte em mau estado, passando frio e fome. O marido recusou-se liminarmente a fazer qualquer espécie de tarefa doméstica. Afinal era um homem! E resolvia as suas frustrações desancando a mulher.
«Havia muito pouca comida», conta Tererai. «As crianças vinham da escola e não tinham o que comer.» Tererai pensou em desistir, mas sentiu que se o fizesse seria uma desconsideração para com outras mulheres africanas.
A universidade resolveu expulsar Tererai por atraso nas propinas. Um responsável da universidade, Ron Beer, interveio em defesa dela e sensibilizou o corpo docente e a população local para a ajudarem com donativos e apoio. «Vi que ela tinha um enorme talento», diz Beer.
Pouco tempo depois, Tererai conseguiu que o marido fosse deportado para o Zimbabué por lhe bater e obteve a sua licenciatura. E começou a estudar para o mestrado. O marido voltou a juntar-se-lhe, agora fragilizado e enfermo com uma doença que se veio a revelar ser sida. Tererai fez exames, que deram negativo para VIH. Sentindo pena do marido, acolheu o seu antigo algoz e cuidou dele até ele morrer.
No meio de todo este panorama de pressões e dificuldades, Tererai continuava a ter excelentes resultados nas aulas, estudando para um doutoramento na universidade do Michigan Ocidental e preparando uma tese sobre prevenção de sida em África. Voltou a casar-se, desta vez com Mark Trent, um fitopatologista que conhecera na universidade estadual do Oklahoma.
Tererai é a prova de que o talento é universal, embora as oportunidades não o sejam. Há ainda 75 milhões de crianças em todo o mundo que não frequentam sequer a escola primária. Poderíamos dar a todas uma educação capaz por muito menos do que o custo do reforço militar proposto para o Afeganistão.
De cada vez que Tererai alcançou um dos objectivos que tinha escrevinhado num papel tanto tempo antes, era nesse papel, já amarrotado, que assinalava o respectivo cumprimento. No mês passado, assinalou o cumprimento do derradeiro objectivo, depois de ter defendido a tese com êxito. Vai receber o seu doutoramento no mês que vem. E eis como uma antiga pastora pobre, com menos de um ano de escolaridade, vai ganhar a sua batina e tornar-se a Professora Doutora Tererai Trent."
por Nicholas Kristof
Publicado em 19 de Novembro de 2009
quarta-feira, setembro 17, 2008
Um oceano de plástico
Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
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Foto do vórtex
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de mais de 1000 km de extensão, a concentração de lixo extende-se a partir da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de mais ou menos 10 metros. Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
Oceano Plástico
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha a 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.
A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. “Como foi possível fazermos isso?” – “Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo”.
Tartaruga deformada por aro plástico
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta aveSegundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
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Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico
E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
Via: The Independent, Greenpeace e Mindfully
domingo, julho 13, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
Entrevista a Sheila Kitzinger
"QUEM É: Professora de enfermeiras obstetras, Sheila Kitzinger, 75 anos, corre mundo a falar da experiência do parto. Filha de uma parteira – que criou uma das primeiras clínicas de planeamento familiar, no Reino Unido –, percebeu, quando entrou para a faculdade, em Oxford, que toda a antropologia social andava à volta de visões masculinas.
CONDECORAÇÕES
LIVROS
Mãe cinco vezes e avó outras três, sempre de bebés nascidos em casa, Sheila Kitzinger não tem dúvidas de que o parto pode ser uma experiência altamente sexual. Para a antropóloga social, obrigar as mulheres a parir numa cama é «uma tortura» e a generalização da episiotomia (corte do períneo para evitar rasgões naturais, durante o parto) é a «mutilação genital feminina» do Ocidente. Assim fala a mulher referida pelos jornais britânicos como Mother of Birth (mãe do parto) do Reino Unido e graças a quem o seu país se tornou um dos mais avançados em termos de prática obstétrica.
Visão: O que fez para ser considerada a «mãe do parto», no Reino Unido?
sábado, junho 21, 2008
Como tudo é efémero… Num momento, toda uma vida se estende pela frente: um futuro construído a dois, uma terceira vida que é gerada, fruto de amor. E, no momento seguinte, num suspiro, tudo desmorona. O destino saqueia sem dó aquilo que era mais importante. Ficam as memórias e a certeza de que o que existiu foi vivido intensamente.segunda-feira, setembro 17, 2007
Tarde inestimável na Fonte da Telha
quarta-feira, abril 25, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
domingo, janeiro 29, 2006
Oh, injustiça!
Mas tive o prazer de ver farrapos de neve caírem à frente da minha janela. Mesmo não formando belos lençóis brancos, não deixou de ser um espectáculo emocionante!...
domingo, janeiro 08, 2006
Como já é usual nesta altura do ano,
quinta-feira, dezembro 01, 2005
terça-feira, novembro 01, 2005
Dia de Todos os Santos
É também neste dia que, logo pela manhã, onde ainda se conserva o costume, se juntam grupos de crianças que, de porta em porta, vão pedir pela alma dos que já faleceram. Nas mãos levam uma bolsinha de pano e, em resposta ao pedido, as pessoas dão o que podem, tal como dinheiro ou guloseimas.
Uma tradição que faz parte da nossa cultura cristã e que não vejo mal na sua perpetuação. No entanto, já não partilho desta opinião no que toca a dias feriados importados de outras culturas, tais como o Halloween. Mas o que é que se há-se fazer, deve ser isto a tal globalização...
segunda-feira, outubro 10, 2005
domingo, outubro 09, 2005
Beauty's got a hold on me
Autumn leaves
Pretty as can be"
quarta-feira, setembro 07, 2005
Soa a frio.
Fecho os olhos com força. Quero render-me ao sono e somente acordar quando o Sol aquecer de novo.
quinta-feira, agosto 18, 2005
Isla de Menorca
Entre os produtos típicos de Menorca destacam-se as avarcas (antigo calçado em pele dos camponeses), o gin (que com limão é chamado de bodega) e, claro, a maionese.
Na igreja de Santa Eulàlia em Alaior
Na pitoresca povoação de Binibeca
Em visita ao famoso bar na Cova d'en Xoroi
Viagem no porto de Maó (capital de Menorca)
Em Ciutadella
segunda-feira, agosto 01, 2005
FMM - Sines
Nos palcos do Festival Músicas do Mundo a globalização, como alguém dizia, toma todo um novo sentido: não o de uniformizar os povos, mas sim o de permitir que diferentes culturas se manifestem e encontrem, numa mistura de sonoridades.
É um festival maravilhoso!
Oceano Plástico
Tartaruga deformada por aro plástico







