
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Revolutionary Road

quinta-feira, julho 10, 2008
Entrevista a Sheila Kitzinger
"QUEM É: Professora de enfermeiras obstetras, Sheila Kitzinger, 75 anos, corre mundo a falar da experiência do parto. Filha de uma parteira – que criou uma das primeiras clínicas de planeamento familiar, no Reino Unido –, percebeu, quando entrou para a faculdade, em Oxford, que toda a antropologia social andava à volta de visões masculinas.
CONDECORAÇÕES
LIVROS
Mãe cinco vezes e avó outras três, sempre de bebés nascidos em casa, Sheila Kitzinger não tem dúvidas de que o parto pode ser uma experiência altamente sexual. Para a antropóloga social, obrigar as mulheres a parir numa cama é «uma tortura» e a generalização da episiotomia (corte do períneo para evitar rasgões naturais, durante o parto) é a «mutilação genital feminina» do Ocidente. Assim fala a mulher referida pelos jornais britânicos como Mother of Birth (mãe do parto) do Reino Unido e graças a quem o seu país se tornou um dos mais avançados em termos de prática obstétrica.
Visão: O que fez para ser considerada a «mãe do parto», no Reino Unido?
quinta-feira, maio 08, 2008
Política: onde te situas?
O meu resultado:
Economic Left/Right: -3.50
Social Libertarian/Authoritarian: -5.85
sexta-feira, novembro 09, 2007
Do ser-se adulto.
Esta tarde, no caminho para casa, e por razões que não têm qualquer interesse para este post, pus-me a pensar naquelas pessoas que parece que já não se lembram do que é isso de se ser criança. Indivíduos com quem, na relação, nunca sentimos a espontaneidade e vivacidade típicas de quem tem a infância dentro de si. Não acredito que não possuam realmente a tal criança que existe em todos nós, mas suspeito que a mantenham trancada “a sete chaves”, algures nos recônditos dos seus seres, juntando a isto um esforço em se apresentarem como uma coisa estranha e rígida que crêem significar “ser adulto”. E, então, são assim umas pessoas que parecem usar uma máscara de “pessoa-com-grandes-responsabilidades-e-preocupações”, nunca perdendo a pose, e reagindo com desdém a tudo o que lhes cheire a “infantilidade”.
Da minha parte, não acredito que um adulto seja isso, e este tipo de indivíduos lembra-me sempre adolescentes. Já que é característico destes últimos, essa necessidade de se distanciarem da criança que foram, de modo a que se possam construir como pessoas autónomas, com uma identidade diferenciada. O que não deixa de ser irónico… adultos que querem desesperadamente parecê-lo, mas que, no fundo, acabam por não se afastar muito da maneira de ser de jovens púberes.
Para terminar, deixo umas palavras do mestre que foi JOÃO DOS SANTOS:
“ (…)
João dos Santos – Pois, eu tenho uma ideia sobre isso. É que todos nós, adultos, passámos pela adolescência e a adolescência, de certa maneira, é a recusa da infantilidade, ou da infância. O trabalho que se faz na adolescência, o trabalho interno, mental, psíquico e até corporal, é muito a recusa de se ser criança, de se ser infantil. Depois há pessoas que recuperam mais ou menos a capacidade de ser infantil, ou de brincar, e há algumas que mantém, mesmo na adolescência, esse espírito infantil. Há várias maneiras de se ser infantil, há umas maneiras tolas, umas maneiras parvas – “parvo” em latim quer dizer “pequeno”…
João Sousa Monteiro – Ah sim?
J.S. – É, o que é engraçado… Há maneiras parvas de se ser infantil e há maneiras interessantes. Mas acho muito saudável que as pessoas guardem o que há de positivo na sua infância e sobretudo a capacidade de brincar. A maior parte dos adultos substitui a capacidade de brincar com as coisas, pela capacidade de brincar com as palavras e com as pessoas, com o fazer partidas, com o fazer jogos de palavras, com o contar histórias, com o contar anedotas... E o que o Pedro censurava nos adultos era eles falarem com as crianças como se falassem com outros adultos, esconderem as suas infantilidades, ou tomarem-se muito a sério.
J.S.M. – É verdade, é…
J.S. – É claro que um adulto pode recuperar, em parte pelo menos, a sua capacidade de ser infantil e de se relacionar com crianças, de pôr a sua criança interna em contacto com as outras crianças reais, que estão fora, mas para alguns isso está definitivamente excluído. Há pessoas que criam uma grande carapaça à volta do seu eu, da sua pessoa, da sua maneira de ser, pessoas muito rígidas, que se tornaram educadores muito rígidos. Às vezes são pessoas que tiveram uma grande dificuldade de se libertarem da sua própria infância ou de a esconder, e portanto exigem das crianças a mesma capacidade de esconder a sua infantilidade, de a recusar, de a rejeitar.
(…)”
In Se não sabe porque é que pergunta?, João dos Santos e João Sousa Monteiro.
quarta-feira, abril 25, 2007
Morre lentamente quem não arrisca, sufocando nas incertezas do que poderia ter vindo a ser.
sábado, setembro 09, 2006
Manta de retalhos.
Chegando ao fim do percurso, cada pessoa carrega consigo uma manta única. Feita de muitos ou poucos retalhos, mais ou menos colorida. Salpicada de lágrimas e de sangue, porque nem sempre a agulha perdoa a inexperiência. São mantas sem princípio, e nem mesmo um fim, pois confundem-se com as de outros, com que se partilham retalhos.
quarta-feira, maio 10, 2006
Da beleza.
Para mim, no que toca ao interior, esta aceitação não deve ser uma mera admissão passiva dos defeitos. Deve haver uma procura activa de aperfeiçoamento, de modo constituirmo-nos como uma unidade harmoniosa, em sintonia com o Universo.
terça-feira, maio 09, 2006
Sabias?
Exemplificação
Português: noite = n + oito
Inglês: night = n + eight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho
Francês: nuit = n + huit
Italiano : notte = n + otto Porquê esta estreita relação entre a noite e o infinito? Possivelmente, para mim, porque é de noite, perante um céu estrelado, que conseguimos ter a mais leve noção do que é o Infinito.
quinta-feira, março 23, 2006
domingo, março 05, 2006
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Touradas.

Imagem de forcados a imobilizar o touro, depois de este já estar exausto e ferido.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
sábado, novembro 19, 2005
Edward de Bono
sexta-feira, novembro 04, 2005
Conversa de café.
terça-feira, novembro 01, 2005
Dia de Todos os Santos
É também neste dia que, logo pela manhã, onde ainda se conserva o costume, se juntam grupos de crianças que, de porta em porta, vão pedir pela alma dos que já faleceram. Nas mãos levam uma bolsinha de pano e, em resposta ao pedido, as pessoas dão o que podem, tal como dinheiro ou guloseimas.
Uma tradição que faz parte da nossa cultura cristã e que não vejo mal na sua perpetuação. No entanto, já não partilho desta opinião no que toca a dias feriados importados de outras culturas, tais como o Halloween. Mas o que é que se há-se fazer, deve ser isto a tal globalização...