quinta-feira, agosto 18, 2005

Son Bou

A praia de Son Bou, onde fiquei hospedada, é a maior da ilha (com 2,4 km de comprimento).


Veio-se a revelar uma praia plena de surpresas, ...

... com águas maravilhosamente límpidas, ...

... e calor a convidar a refrescos de fruta.

E, assim, acabo este post de fazer inveja! ;)

Isla de Menorca

Reserva da Biosfera desde 1993, Menorca é uma ilha de clima cálido e águas cristalinas.
Uma viagem por Menorca é uma viagem pela sua História de conquistadores (ingleses, franceses, espanhóis) e povos pré-históricos. Estes últimos deixaram monumentos singulares, como as cuevas (grutas escavadas na rocha) ou as taulas (grandes pedras talhadas formando uma figura em T).
Entre os produtos típicos de Menorca destacam-se as avarcas (antigo calçado em pele dos camponeses), o gin (que com limão é chamado de bodega) e, claro, a maionese.


Na igreja de Santa Eulàlia em Alaior

Na pitoresca povoação de Binibeca


Em visita ao famoso bar na Cova d'en Xoroi

Viagem no porto de Maó (capital de Menorca)



Em Ciutadella

quarta-feira, agosto 17, 2005

Telegrama

Voltei STOP Férias maravilhosas STOP Aguardem fotos STOP

terça-feira, agosto 09, 2005

Aviso

Durante os próximos 8 dias este meu cantinho vai estar encerrado para férias.

Isto porque, esta madrugada, apanho o avião para Menorca! =) Depois conto-vos como foi :p

Beijões enooooooormes * * * *

segunda-feira, agosto 08, 2005

Um dia ...

... no castelo de São Jorge com a minha prima =)

Fomos ver o espectáculo multimédia na Olissipónia e comemos pinhões do chão LoL

Foi muuuuuuuuito divertido!

sábado, agosto 06, 2005

A minha actividade ...

... "bloguística" não tem andado muito activa. Não tenho tido muito sobre o que escrever... Nesta semana não fiz nada de especial. Tenho ido almoçar com o namorado ao castelo de São Jorge (onde ele está a trabalhar), e depois lá passo a tarde, acompanhada de um livro e de um bloco de desenho. À noite, moída do Sol e de subir e descer a colina, brinco com o Bias, vejo um pouco de tv e caio na cama.

E pronto, já não sais "de mãos a abanar", que já te deixei um paragrafozito para ler. =D
Beijos*

quinta-feira, agosto 04, 2005

"I guess it's hard for people who are so used to things the way they are - even if they're bad - to change. 'Cause they kind of give up. And when they do, everybody kind of loses."

em Pay It Forward (2000)

quarta-feira, agosto 03, 2005

Tantos comentários que me têm deixado nestes últimos dias!

**Adoro-vos**
=)

segunda-feira, agosto 01, 2005

Sines - alguns momentos

Na viagem de ida

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Na praia



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No pic-nic


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Nos concertos


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Na vila



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No quarto, para a despedida


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FMM - Sines

Com muita pena minha, já estamos de volta. Mas foram 3 dias inesquecíveis!

A primeira noite de festival foi brindada com um céu limpo e estrelado, prenúncio dos maravilhosos dias de praia que se sucederiam. Com o vento quente a acariciar-nos a face, o doce aroma a hortelã a infiltrar-se-nos nas narinas, deixámo-nos levar pela energia que fluía do palco, vinda dos quatro cantos do mundo.

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Nos palcos do Festival Músicas do Mundo a globalização, como alguém dizia, toma todo um novo sentido: não o de uniformizar os povos, mas sim o de permitir que diferentes culturas se manifestem e encontrem, numa mistura de sonoridades.

É um festival maravilhoso!

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quarta-feira, julho 27, 2005

Quando ...

não se tem nada que dizer... fala-se do tempo. E que tempo! Onde já se viu Verão assim?! Bom, é da maneira que aproveito para fazer outras coisas, que não ir à praia. Como, por exemplo, ir ao cinema:

"I like to move it move it, You like to move it move it..." =)

Mesmo assim, espero que o tempo melhore pois Sines não terá a mesma graça se o Sol continuar obstinadamente escondido.

domingo, julho 24, 2005

Um dia ...

... em que se reviveram "velhos tempos" e se viveram outros, para mais tarde recordar.


o grupinho =)

As poses pra foto:

quarta-feira, julho 20, 2005

Já é tarde mas, apesar de sentir no corpo o cansaço de um dia de praia, não tenho sono.
Vim agora do cinema, fui ver A lot like love. Uma comédia romântica (bem ao meu estilo) que nos carrega ao sabor dos encontros e desencontros de um casal enamorado.
Serei sempre uma Romântica. Não sei se é o amor que move o Mundo, mas o meu combustível é, decididamente, o Amor.

"if you're not willing to sound stupid, you don't deserve to be in love"

quarta-feira, julho 13, 2005

Religião

"- Meu rapaz, tu podes ter socialmente todas as virtudes; mas, segundo a religião de nossos pais, todas as virtudes que não são católicas são inúteis e perniciosas. Ser trabalhador, casto, honrado, justo, verdadeiro, são grandes virtudes; mas para os padres e para a Igreja não contam. Se tu fores um modelo de bondade mas não fores à missa, não jejuares, não te confessares, não te desbarretares para o senhor cura - és simplesmente um maroto. Outros personagens maiores que tu, cuja alma foi perfeita e cuja regra de vida foi impecável, têm sido julgados verdadeiros canalhas, porque não foram baptizados antes de terem sido perfeitos. Hás-de ter ouvido falar de Sócrates, dum outro chamado Platão, de Catão, etc... Foram sujeitos famosos pelas suas virtudes. Pois um certo Bossuet, que é o grande chavão da doutrina, disse que das virtudes desses homens estava cheio o Inferno... Isto prova que a moral católica é diferente da moral natural e da moral social... Mas são coisas que tu compreendes mal... Queres tu um exemplo? Eu sou, segundo a doutrina católica, um dos grandes desavergonhados que passeiam as ruas da cidade; e o meu vizinho Peixoto, que matou a mulher com pancadas e que vai dando cabo pelo mesmo processo duma filhita de 10 anos, é entre o clero um homem excelente, porque cumpre os seus deveres de devoto e toca figle nas missas cantadas. Enfim, amigo, estas coisas são assim. E parece que são boas, porque há milhares de pessoas respeitáveis que as consideram boas, (...)"

excerto retirado de O crime do padre Amaro (Eça de Queirós)

terça-feira, julho 12, 2005

...

Ando muito desleixada com o meu bloguinho... É férias!...
Se calhar nem ninguém reparou; começo a achar que ninguém me vem cá visitar... não tenho comentários! LoL Como posso querer comentários se não "posto" nada?!
Prometo que me vou portar melhor! ;)
Beijinhos***

terça-feira, julho 05, 2005

Movimentos Pró-Ana e Pró-Mia

Há uns tempos deparei-me com dois "movimentos" que até à data desconhecia: pró-ana e pró-mia. Isto, trocado por miúdos, quer dizer, respectivamente, pró-anorexia e pró-bulimia.

Para começar, estes movimentos consistem em encarar a anorexia (ou bulimia) como um estilo de vida, e não como uma desordem alimentar. Aparentemente, a principal diferença é que a anorexia, enquanto desordem alimentar, surge quando o sujeito sofre de uma doença que lhe causa pensamentos e/ou comportamentos compulsivos, enquanto que a pró-ana é uma anorexia “por opção”, em que o sujeito mantém o controlo da sua vida. Ou seja, a ênfase deixa de estar na auto-destruição e passa a estar no auto-controlo.

A prática deste tipo de estilo de vida, ou o aderir a estes movimentos, passa pela negação do apetite, restrição da comida ingerida, exercício físico disciplinado, etc. De um modo geral, estas raparigas encaram as perturbações alimentares anorexia e bulimia como um meio de atingir a perfeição e de "governarem" o seu corpo, "adoptando-as" de forma aparentemente consciente (?).

Ao que parece, estes controversos movimentos são bastante conhecidos nos EUA, faz já algum tempo (creio que surgiram por volta de 2000). Tem havido grande polémica à volta deste assunto, especialmente sobre a existência de websites dedicados inteiramente a apoiar e a aconselhar quem adere a este modo de vida. Existem várias associações de pais preocupados que pretendem que estes sejam fechados, com o pretexto de que influenciam jovens saudáveis e que impedem a cura de quem tem a doença. É compreensível mas, na minha opinião, uma luta ingrata, na medida em que atrás de um surgirá sempre outro e mais outro website do género. Além da impraticabilidade deste tipo de medidas, a proibição deste (e qualquer) tipo de sites não deixa de atentar contra a liberdade de expressão.(*)

Mas, então, o que se pode fazer? Bom, creio que a informação é um passo importante. Se considerarmos que quem adere a este tipo de movimentos não é necessariamente doente, então é necessário que as jovens (os alvos são principalmente jovens adolescentes) saibam os perigos que implica a privação de comida a longo prazo, de modo a evitar que sejam aliciadas pela promessa de perda de peso se seguirem dietas absurdas. E claro que as jovens se sentiriam menos pressionadas a seguir as ditas dietas se os media não impusessem a magreza extrema como ideal de beleza, mas já nem pretendo ir por aí.

Foi por considerar o tema bastante interessante que resolvi postar acerca disto. Se também quiserem saber mais, basta fazerem uma pesquisa no Google que encontram toneladas de informação. Pode ser que se gere discussão!...

Para terminar deixo-vos um poema que encontrei numa incursão pelo blog de uma jovem rapariga, esta (pareceu-me) claramente anoréctica:

" I hate this.
To eat is to die, and to starve is to live.
But starving is slowly killing yourself.
To be as light as air.
To be as a whiff of smoke, to move gracefully and float and curl up and around the others.
To become transparent and to disappear.
I will accept that air that is within me,
it is all I need to survive,
Drunk on water. Feeding on the air.
Reducing and disappearing until I am nothing,
but gone. "


____________________________
(*) Acho importante referir que os websites deste tipo que visitei têm sempre um aviso deste género:

If you believe in the myth that something can rule over you without your consent, if you regard "ana" as a disease rather than a lifestyle or choice, and especially if you see yourself as the victim of an eating disorder, in need of recovery, seeking recovery, or having recovered, it is strongly suggested that you leave this site immediately. IF you choose to ignore this warning, you WILL be triggered by the content of this site and I will NOT be responsible for your decision to play with a loaded psychological gun. There are reasons why firearms are kept locked away from children. So grow a spine if you don't have a will, and get lost.

Mas já se sabe, o fruto proibido é sempre o mais apetecido…

segunda-feira, julho 04, 2005

Tenho mesmo ...

... que ultrapassar as barreiras da minha timidez e procurar alargar o meu grupo de amigos! É que, por esta altura, uns ainda estão em exames e outros estão a trabalhar, restando-me andar a tentar ocupar as horas vagas sabe-se lá com o quê...
Mas hoje foi um dia bom! Estive com o namorado, que eu amo! =) Fomos à prainha:


E soube a férias =)

quinta-feira, junho 30, 2005


*As imagens que conservarão a memória de um dia bem passado*

O nosso mote:


LIVE STRONG

quarta-feira, junho 29, 2005

Feira Internacional de Artesanato

Podem pensar em coisa melhor para começo de férias do que comprinhas?? Na verdade, sim... mas não estava tempo para praia :p Ontem à noite fui à FIA, "...um local de encontro de expressões culturais, onde a arte e o saber fazer estão entregues a mãos que desenham o imaginário e constroem uma realidade única e viva de memórias...".

Adoro passar pelos expositores e sentir as singularidades de cada cultura: aqui o som dos djambés (África), ali o aroma dos incensos (Índia), acolá o brilho de dezenas de frasquinhos de perfume (Egipto), mais à frente as matrioskas muito bem alinhadas (Rússia) e ali ao pé o colorido do Brasil... Já sou fã =)

segunda-feira, junho 27, 2005

Finalmente...

...de FÉRIAS!!!

Na verdade, ainda teria amanhã (hoje, aliás, a julgar pelas horas...) um exame, mas não vou. [aqui ruborizo ao confessar a minha desistência]

Pois é, vou deixar para Setembro. Não é que, em vez de estudar, tenha ido para a praia, ou coisas que tal!... Estudei bastante (ou melhor, o máximo que consegui nos 2 dias que tinha disponíveis) mas não me consegui sentir preparada o suficiente para enfrentar uma oral de Psicofisiologia e, ainda, conseguir uma boa nota. Provavelmente, dava para passar! mas que hei-de fazer se gosto de sentir que mostrei o meu melhor? E o meu melhor não passa por notas inferiores a 15 lol

Bom, tanta justificação não sei para quê... ou melhor, sei: ainda estou a tentar convencer-me de que esta é a melhor escolha. Oh well, o que está decidido, decidido está!...

Posto isto, repito (alto, em bom som e sem problemas de consciência): estou finalmente de férias!

E viva o (merecido) descanso.

domingo, junho 26, 2005

Cartoon time

sábado, junho 25, 2005

(sem palavras)



(clicar acima)

sexta-feira, junho 24, 2005

Está na moda ir ao Psiquiatra.

Pelo menos é o que parece, hoje em dia.

Depois de um acontecimento penoso sente-se dor. Não é nada de anormal, pelo contrário!, faz parte de um normalíssimo processo de luto que se tem que ultrapassar. No entanto, há quem viva tão desligado de si próprio, que só se dá conta de que tem coração quando este dói. E o que é que faz? Procura quem lhe receite uma qualquer substância mágica que lhe adormeça a dor.

É triste esta banalização dos anti-depressivos e afins que, não só não curam o mal, como não permitem que se passe pelas usuais etapas que levam à cura da ferida.

O mal maior, causador desta situação, é o facto de as pessoas não se conhecerem a si mesmas. Passam o dia no emprego, ao fim da tarde vão beber um copo com os amigos para esquecer as dores de cabeça do malfadado emprego e, quando à noite chegam a casa, ainda vão ver a quinta da celebridades, o jogo do Benfica (ou qualquer outro programa anti-cultural) para não ter que pensar nas ditas dores. O resultado de passarem tanto tempo com o cérebro "dormente", é esquecerem-se de quem são.

Talvez seja por isso que uma grande causa de depressão seja o final de um relacionamento. A pessoa vive em função do seu consorte, sem existência própria, e, num repente, vê-se sozinha. Ou melhor, acompanhada, mas por alguém que já não sabe quem é: ela própria. E o susto causado por esse sentimento de vazio descamba em depressão.

É natural que, quando perdemos algo ou alguém que estava intrinsecamente ligado à nossa vida, nos sintamos como que se nos tivessem retirado o chão debaixo dos pés. Isto porque somos entidades compostas, em parte, por "pedaços" dos nossos amigos e familiares. Mas temos que ser entidades constituídas, principalmente, por nós próprios. E para isso precisamos de interioridade.

É necessário saber estar. Única e simplesmente, estar. Em casa, num jardim, em qualquer lugar onde se possa estar uns momentos sozinho. Apenas a conversar consigo próprio, sem a preocupação das "compras-que-ainda-tenho-que-ir-fazer" e coisas que tais. Abstrair-se da agitação do mundo e virar-se para dentro, "arrumar o sótão".

Acredito que momentos desses, de quando em quando, contribuem em muito para saúde mental.

quarta-feira, junho 22, 2005

Queixinha...

Um destes dias apeteceu-me mandar um miminho aos meus amiguinhos em geral (aqui) e o que é que aconteceu? Nada... nem uma pessoa me mandou um beijinho de volta!... :(
4 down, 1 to go!! (Que, por sinal, é só o pior de todos...)

domingo, junho 19, 2005

Obesidade Mental

[texto recebido por mail]

O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.» O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.»

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo
de dieta mental.»

João Cesar das Neves (publicado no Diário de Notícias de 22 de Março de 2004)

quinta-feira, junho 16, 2005

Notícia interessante

Notícia acerca da futura implementação, em Portugal, de um sistema de aproveitamento das ondas do mar para gerar energia.

terça-feira, junho 14, 2005

Who knows if the moon's

who knows if the moon's
a baloon, coming out of a keen city
in the sky--filled with pretty people?
(and if you and i should

get into it, if they
should take me and take you into their baloon,
why then
we'd go up higher with all the pretty people

than houses and steeples and clouds:
go sailing
away and away sailing into a keen
city which nobody's ever visited, where

always
. . . . .it's
. . . . . . .Spring) and everyone's
in love and flowers pick themselves


E.E. Cummings in & (1925)

segunda-feira, junho 13, 2005

Shall we dance?

"We need a witness to our lives. There's a billion people on the planet... I mean, what does any one life really mean? But in a marriage, you're promising to care about everything. The good things, the bad things, the terrible things, the mundane things... all of it, all of the time, every day. You're saying 'Your life will not go unnoticed because I will notice it. Your life will not go un-witnessed because I will be your witness'."
Férias: daqui a 15 dias!

Depois, encontram-me junto ao mar... =)


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Adeus.

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes
Gast
ámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes
E eu acreditava.
Acreditava.
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam

só de murmurar o teu nome

no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade in «Os Amantes sem Dinheiro» (1950)



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O "filho adoptivo do proletariado"

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Álvaro Cunhal

(1913-2005)

quinta-feira, junho 09, 2005

Preguiçite aguda

Estudar, estudar, estudar... e estudar. Grrrr!!
Bom, desde que dê frutos... :/

terça-feira, junho 07, 2005

O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro

segunda-feira, junho 06, 2005

De volta...

... depois de quase 4 dias sem PC! Como consegui aguentar tanto tempo sem internet permanece um mistério lol Mas finalmente está arranjado. Yupi! Ao que parece nem era nada de complicado, mais valia tê-lo levado à "oficina" mais cedo.
besos****

sexta-feira, junho 03, 2005

Kingdom of Heaven

"Be without fear in the face of your enemies. Speak the truth, always, even if it leads to your death. Safeguard the helpless and do no wrong. That is your oath. "

Amizade

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"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que, embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado."
Goethe

quinta-feira, junho 02, 2005

Vida

Não tenho conseguido concentrar-me decentemente nos estudos. Sinto-me uma panela de água em ebulição. Tenho na cabeça um fervilhar de ideias e sonhos que não posso pensar em concretizar enquanto estiver em exames… Estou com as emoções à flor da pele e sinto em mim um borbulhar de sentimentos contraditórios: quero gritar, correr, gastar energias, mas tenho preguiça de ir ao ginásio; estou sedenta de conhecimentos novos, mas mal consigo arranjar força para estudar a matéria dos exames. Sinto o coração a querer saltar-me do peito, a cabeça a girar… estou ansiosa e não sei por quê. Sinto-me viva… demais!... Sinto o sangue a correr nas veias, um mundo de coisas a acontecer à minha volta, mas tenho que permanecer aqui, à secretária, a aturar a petulância dos números e equações. Olho pela janela o sol a brilhar nas pedras da calçada, os dedos tamborilam impacientes na folha de papel... Preciso de assentar os pés no chão, mas quero voar!


"É preciso viver, não apenas existir."
Plutarco

Tobias

O meu Tobias já voltou para casa! adoro o meu bunny! :p


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Lágrimas.

Quando mais nova era incapaz de chorar ao pé de outrem. Fazia com que me sentisse vulnerável, preferindo assim engolir as lágrimas. Ia guardando, acumulando, até que, onde ninguém me pudesse encontrar, finalmente explodia. Não tinha ainda aprendido que chorar não me diminui, liberta-me.
O derramar de lágrimas é próprio de quem tem coração. Faz afrouxar dentro de mim a opressão angustiante da tristeza, permitindo-me respirar e reflectir. Agora sei que não há problema se não me sinto forte o suficiente para carregar o fardo sozinha. Não é mau deixar que vejam dentro da minha alma. Foram precisos alguns erros mas desaferrolhei o meu coração, e só assim pude amar completamente. Percebi finalmente que ao dar-me aos outros, por muito frágil que isso me possa tornar nas suas mãos, recebo algo de muito grande em troca. E já não estou sozinha.

segunda-feira, maio 23, 2005

Praia.

Depois de escolhido o melhor local, afastado das bolas, discos voadores e afins mas suficientemente próximo da água, pousamos a “tralha”. Dispo-me, sento-me na toalha já estendida, besunto-me de protector, coloco os óculos de sol XXL, enfio o chapéu de abas largas na cabeça e estou pronta a enfrentar o sol.

Deitada na toalha, a sentir a mistura dos cheiros a maresia e protector solar, com o corpo amolecido pelo Sol, rendo-me à preguiça e adormeço. Quase imediatamente a seguir uma voz diz-me ao ouvido "olha que ainda apanhas um escaldão"... Porque é que há sempre uma voz que teima em arrancar-me deste doce torpor?

Viro-me para cima para bronzear o que vai ficar à vista, logo à noite, naquele top diminuto. De olhos fechados, tacteio à procura dos headphones. O quente do Sol, a música calma... Hmm, não podia estar mais relaxada!... E adormeço… e acordo, com uma bola que me acerta na perna! Raio dos miúdos!

Então levanto-me, tiro os óculos e o chapéu e, languidamente, dirijo-me para a água. Sinto-me arrepiar com o fresco da brisa marinha a roçar a pele quente. Molho os pés e dou um saltinho para trás “Está fria!”. Sento-me na areia molhada a arrefecer e a ganhar coragem para entrar naquele azul. Com os olhos semicerrados perscruto o horizonte, à procura de sabe-se lá o quê, hipnotizada pelos diferentes tons e matizes do mar.

De repente “plaf!” e uma coisa viscosa escorre-me pelas costas. Ainda estou a recuperar do susto quando sou alvo de outro arremesso de areia molhada. “Tu!” e aponto-lhe o dedo acusadoramente. Fingimos que lutamos, rimo-nos e caímos abraçados. Fazemos “croquetes humanos” e corremos para a água a ver quem mergulha primeiro, com a vivacidade de uma infância há muito ida. Chapinhamos divertidos até os dedos enrugarem e os lábios ficarem roxos de frio.

Saímos ofegantes da água, sacudimos os cabelos e voltamos para a toalha. Cheios de fome comemos, sem parar sequer para falar, as sandes que nos lembrámos de trazer.
Olho-te nos olhos e desejo que o Sol não se ponha nunca…

[teresinha em tempo de exames mas sonhando com o Verão…]

domingo, maio 22, 2005

Mulheres extraordinárias

Texto dedicado a todas as mulheres extraordinárias por este mundo fora.
A Mãe e o Pai estavam a ver televisão, quando a Mãe disse: "Estou cansada e está a fazer-se tarde. Vou deitar-me".
Foi à cozinha fazer umas sandwiches para os almoços do dia seguinte na escola, passou por água as taças das pipocas, tirou carne do congelador para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais não estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta a ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro e pregou um botão que estava a cair. Guardou umas peças do jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs a agenda do telefone no sítio dela. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar.
Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto. Parou ainda na secretária e escreveu uma nota para o professor, pôs num envelope o dinheiro para uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de parabéns para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para a mercearia. Colocou ambos perto da carteira.
Nessa altura o Pai disse lá da sala "Pensei que tinhas ido deitar-te" "Vou a caminho" respondeu ela. Pôs água na tigela do cão, e chamou o gato para dentro de casa.
Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz de um candeeiro, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto da roupa suja, e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava a estudar.
Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou a cara, pôs creme, lavou os dentes e acertou uma unha partida. Por essa altura, o Pai apagou a televisão e disse: "Vou deitar-me" E foi... sem mais nada.

Autor desconhecido

quinta-feira, maio 12, 2005

Tenho saudades...

Tenho saudades dos tempos em que não podia esperar por chegar à escola. Dos tempos em que todos os dias eram uma aventura.
Tenho saudades do tempo da experimentação, da novidade. Do tempo em que os meus amigos eram a minha família. Do tempo em que estar com eles era uma certeza de todos os dias.
Tenho saudades das risotas, das "voltas à escola", dos disparates, da "Lordes" e dos "nossos meninos".
Tenho saudades de passar o dia com as minhas amigas mas ainda lhes ligar ao chegar a casa para combinar o que íamos vestir no dia seguinte.
Tenho saudades das idas ao cinema quase todas as semanas.
Tenho saudades dos bilhetinhos no meio das aulas e de passar respostas no meio dos testes. Tenho saudades de saber uma semana antes o que cada uma de nós ia levar vestido à discoteca. E da emoção que era.
Tenho saudades de nos deitarmos no chão a apanhar sol nas horas de almoço de três horas.
Tenho saudades das nossas rifas aldrabadas e de vendermos fatias de bolo.
Tenho saudades de ir jogar Cluedo para a ludoteca. E do "saco dos valores" nos balneários.
Tenho saudades de ser criança e achar-me muito crescida. Tenho saudades de pertencer a um grupo. Tenho saudades do meu grupo.

terça-feira, maio 10, 2005

" Sinto pena de mulheres que continuam comprando casacos de pele, pois nelas faltam dois dos mais importantes requisitos para uma mulher: coração e sensibilidade."
Jayne Meadows

segunda-feira, maio 09, 2005

Mysteries

God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more
And when the time bell blows my heart and I have scored a better day
Well nobody made this war of mine
And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love where war is no more
I'll be there anytime

Beth Gibbons - Mysteries (do álbum Out of Season)

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[teresinha numa onda melancólica]

domingo, maio 08, 2005

Cartoon

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quinta-feira, maio 05, 2005

Gosto das pessoas ...

... não do seu estilo.

Digo isto porque há quem considere o estilo de roupa como uma característica determinante na suscitação (ou não) de interesse pela pessoa. Esse modo de avaliação das pessoas não resulta comigo, talvez por eu própria não me conseguir definir em termos deste ou daquele estilo. Não acho que sejamos o que vestimos, apesar de concordar que o visual pode dizer algo acerca da personalidade da pessoa. Para mim, a roupa que visto tem mais a ver com estados de espírito. Quando vou às compras procuro, não as peças que "estão na moda" ou as "daquele estilo que faz as pessoas parecerem tão interessantes", mas sim peças que me atraiam pelas suas linhas e cores e, acimo de tudo, peças que me façam sentir confortável e bonita. Deve ser por isto, por não me preocupar com afirmações de moda ou com o que os outros pensam, que não catalogo e descarto as pessoas pelo que vestem. As pessoas atraem-me, fundamentalmente, quando têm um sorriso simpático, um olhar sincero e falam de maneira minimamente inteligente, e isso não se vê no gosto relativamente à indumentária. Uma coisa em que reparo, confesso, é se a roupa está cuidada (porque me faz muita confusão pessoas porquitas) e no modo como a roupa assenta (porque me irrita quem veste roupa que não a favorece só porque é o que "está na moda").

Aquela onda do "aquela é beta/freak/... por isso deve ser interessante" não funciona comigo, mas isso não quer dizer que também não seja selectiva nas pessoas com quem me dou, pois procuro, como toda a gente, quem tenha mais a ver comigo! Apenas o "ter a ver comigo" não se limita à primeira impressão que o visual causou, pois a atitude perante a vida, as ambições, o modo de lidar com os outros..., são tudo coisas que pesam mais na minha "balança da amizade".

Não compreendo quando ouço pessoas tão ligadas à filosofia "peace and love", "todos diferentes, todos iguais", sairem-se com frases do tipo "não frequento tal sítio porque é só metaleiros/betos/...". Hello?? Compreendo que se queira estar rodeado de pessoas com que se sinta uma maior sintonia, mas não sejamos extremistas! Desde que seja tudo pessoal com uma onda positiva qual é o problema de partilhar um espaço? Eu pelo menos divirto-me em qualquer lado, desde que a minha companhia me agrade... não é isso que interessa?

Mas eu, admito, também tenho uma pitada de múltipla personalidade... é que, tal como considero que todos os estilos de visual têm a sua beleza, também sou capaz, por exemplo, de ir a discotecas com diferentes tipos de música e dançar divertida em qualquer um deles. Também acho que sou perfeitamente capaz de estar com pessoas de opiniões e maneiras de pensar diferentes de mim sem entrar em choque, não por me submeter mas por considerar que a discussão saudável leva a aprendizagem. Nesse aspecto não sou limitada, pelo contrário, sou bastante receptiva, o que terá a ver com a minha maneira de ver as coisas sempre pela positiva: tudo tem um lado bom, é só saber procurá-lo.

terça-feira, maio 03, 2005

Ainda acerca das Mães

Disse uma amiga no seu blog : "Deus não podia estar em todo o lado, então criou as mães". Não sou crente mas achei esta frase muito bonita e, como lhe escrevi num comentário, acho que as mães são, de facto, o que de mais parecido existe com o nosso ideal de Deus: olham pelos seus filhos e dariam a sua vida para os salvar.
Uma mãe transcende a sua própria existência, pois excede os seus próprios limites e vive também através dos filhos. Existe vida após a morte, sim, mas apenas porque, depois de partirmos, cá continua a viver a nossa obra mais perfeita: o ser que saiu de nós, feito da nossa matéria e fruto de amor.

segunda-feira, maio 02, 2005

Segunda-feira

"It's just another manic Monday (oh-woe)
I wish it was Sunday (oh-woe)"


[música das Bangles que se adequa ao meu estado de espírito sempre que acordo e me lembro que é segunda-feira =p]

domingo, maio 01, 2005

Mãe

"Com três letrinhas apenas,
se escreve a palavra MÃE.
É das palavras pequenas
a maior que o mundo tem."



A maternidade é a maior dádiva para uma mulher, ou haverá maior felicidade que segurar nos braços o filho desejado?

Ainda antes do nascimento já a criança é amada incondicionalmente pois, no útero, entre mãe e filho, estabelece-se um laço de amor que nunca se poderá romper. E, ao nascer, quando a colocam no regaço de sua mãe, ao sentir o seu calor, o seu olhar cheio de doçura, a criança sabe, no seu íntimo, que aquele é (e será sempre!) o seu porto seguro.

Ser mãe é entregar-se a si mesma, dia após dia, em prol do bem estar do seu filho. É conhecer de cor cada expressão deste, e saber o que o perturba sem que seja dita uma palavra. É curar as feridas com um beijo. É secar as lágrimas com um sorriso terno. Ser mãe é perdoar. É transformar-se numa leoa à menor perspectiva de ameaça. É transbordar de felicidade com a mais pequena conquista do filho.



"A mãe é a mais bela obra de Deus!"
(A. Garrett)

História do Dia da Mãe

"Há historiadores que reclamam as comemorações do Dia da Mãe às mais antigas festividades decorrentes na Grécia antiga, aquando da Festa da Primavera, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.
Também em Roma, a Mãe era celebrada em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo antes do nascimento de Cristo.
No século XVII, a Inglaterra popularizou o "Domingo da Mãe" nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, como homenagem a todas as mães de Inglaterra, sendo mesmo concedido um dia de folga para que se celebrasse este dia na sua plenitude.
O Cristianismo instituiu a festa da "Igreja Mãe", verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do "Domingo da Mãe".
Também no continente Americano, mais concretamente nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe no ano de 1872, um dia cujo significado fora assumidamente associado a um dia de Paz contra o flagelo da Guerra Civil.
Porém, o verdadeiro Dia da Mãe é comumente associado a Anna Jarvis.
Aos 41 anos de idade, Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães. Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familiares.
Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.
Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe. Para adornar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo da mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.
A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.
Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.
Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos idos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio. "