quarta-feira, março 22, 2006
A festinha de aniversário
Fotos do jantar:
quarta-feira, março 15, 2006
pArAbÉnS a Mim!
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
Sebastião da Gama
terça-feira, março 14, 2006
segunda-feira, março 13, 2006
terça-feira, março 07, 2006
domingo, março 05, 2006
No leitor:
Foi por acaso que descobri esta música, e pouco mais conheço desta artista francesa. Mas, como gostei, quis partilhá-la convosco.
Novidade!
All Lovely Things
All lovely things will fade and die,
And youth, that's now so bravely spending,
Will beg a penny by and by.
Fine ladies soon are all forgotten,
And goldenrod is dust when dead,
The sweetest flesh and flowers are rotten
And cobwebs tent the brightest head.
Come back, true love! Sweet youth, return!—
But time goes on, and will, unheeding,
Though hands will reach, and eyes will yearn,
And the wild days set true hearts bleeding.
Come back, true love! Sweet youth, remain!—
But goldenrod and daisies wither,
And over them blows autumn rain,
They pass, they pass, and know not whither.
Conrad Aiken
sábado, março 04, 2006
sexta-feira, março 03, 2006
Hoje foi uma tarde boa. Uma tarde de muita conversa, temperada de gargalhadas, em que regressámos ao passado e pusemos o presente em dia. É magnífico como, por maior que seja o período de separação, o reencontro se dá sempre como se o tempo não tivesse passado. Provavelmente porque, por mais pessoas que passem pelas nossas vidas, existirá sempre um lugarzinho reservado no coração uma da outra. Luv u!quinta-feira, março 02, 2006
You love life and exude an outgoing, cheerful vibe.
Blessed with a great sense of humor, you can laugh at adversity.
Your soul reflects: Respect, desire, and generosity
Your gemstone: Aquamarine
Your flower: Daffodil
Your colors: White and light blue
What Does Your Birth Month Mean?
Carnavalices
A gata e a pirata.
A bruxa e... a menina dos caracóis cor-de-rosa.
O cowboy e a palhacita.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Faz-me o favor...
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -- muito melhor!
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.
Mário Cesariny
terça-feira, fevereiro 21, 2006
You scored as In Control.You are In Control at all times. When you cry - You're gorgeous. Not because of your looks but because you are in control of your emotion and everything you think and feel. You aren't afraid.
.................What does your soul say about your eyes?
Touradas.

Imagem de forcados a imobilizar o touro, depois de este já estar exausto e ferido.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Resposta a uma proposta de auto-reflexão.
5 Traços de personalidade:
- Sou super positiva… para mim, o copo estará sempre meio cheio.
- Sou organizadíssima (faço planos para tudo), mantendo o tempo sobre “rédeas curtas”.
- Não gosto de conflitos por isso, com coisas pequenas, muitas vezes prefiro “ir com a corrente”, a dizer o que penso. Mas gosto de discussões (das saudáveis) e irrita-me quem não sabe argumentar.
- Necessito de sentir que as pessoas gostam de mim, por isso tento sempre ser simpática e prestável, mesmo com quem não merece o esforço.
- Não gosto de dar nas vistas nem me sinto confortável sendo o centro das atenções, mas gosto de me destacar pela positiva e de sentir que, de algum modo, mantenho a diferença.
5 Hábitos estranhos:
- Quando me custa adormecer, imagino as coisas que vou fazer no dia seguinte (desligar o despertador, espreguiçar-me, ir soltar o Tobias…); adormeço sempre antes de “sair de casa”.
- Não gosto de dormir com o quarto totalmente escuro: tenho que deixar o estore entreaberto para que entre luminosidade dos candeeiros de rua.
- Só consigo desenhar uma letra bonita se o fizer numa folha nova/limpinha e com uma caneta Bic azul ou uma lapiseira afiada.
- Escrevo num papelito, todas as noites, as horas a que tenho que acordar no dia seguinte, as horas a que tenho que sair de casa, as horas a que passa o autocarro (se for o caso), e as horas a que tenho que estar no destino.
- Antes de lavar os dentes, tenho que passar a escova de dentes por água fria.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
The Libertine
“O Libertino” é um filme forte, que me deixou colada à cadeira como se estivesse a viajar a 300km/h. Não descolei os olhos do ecrã um segundo que fosse e, no final, senti aquela sensação de desorientação e de despertar de um transe como só um muito bom filme consegue provocar.
É daqueles filmes a não perder! (E pensar que íamos com intenção de ver um outro e que, só por acaso, reparámos que estava em cena um filme com o J.Depp…)
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Acabou a época de exames, finalmente!
domingo, fevereiro 05, 2006
Love Generation
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar,
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
domingo, janeiro 29, 2006
Oh, injustiça!
Mas tive o prazer de ver farrapos de neve caírem à frente da minha janela. Mesmo não formando belos lençóis brancos, não deixou de ser um espectáculo emocionante!...
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Fernando Pessoa
Tenho andado desaparecida,
sábado, janeiro 28, 2006
Das Utopias
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A mágica presença das estrelas!
Mário Quintana
terça-feira, janeiro 10, 2006
segunda-feira, janeiro 09, 2006
domingo, janeiro 08, 2006
Como já é usual nesta altura do ano,
sábado, janeiro 07, 2006
Depois do Dia dos Reis
quarta-feira, janeiro 04, 2006
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Another year to live!
To banish worry, doubt, and fear,
To love and laugh and give!
This bright new year is given me
To live each day with zest . . .
To daily grow and try to be
My highest and my best!
I have the opportunity
Once more to right some wrongs,
To pray for peace, to plant a tree,
And sing more joyful songs!
William Arthur Ward
sábado, dezembro 31, 2005
Resoluções para 2006
2006
É com a consciência serena e o coração leve que aguardo o novo ano. Anseio por desbravar caminhos e construir castelos: um início de ano tem sempre sabor a novidade e a desconhecido. Que venha 2006! E com ele: amor de todos os tipos, montes de risos e sorrisos, novas experiências e aprendizagens, uma pitada de audácia, muito entusiasmo, a descoberta de pessoas e lugares, mais momentos “arco-íris” e histórias para contar.
Um desejo: que o ano de 2006 seja (ainda) melhor que este que finda!
quinta-feira, dezembro 29, 2005
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Espírito Natalício

[É só clicar no play ali ao lado]
Boas Festas!!
Querida Marisa,
conhecemo-nos há praticamente uma década e, apesar dos nossos caracteres tão distintos, construímos uma sólida relação de amizade.quinta-feira, dezembro 22, 2005
Corpse Bride
"With this hand I will lift your sorrows. Your cup will never be empty, for I will be your wine. With this candle, I will light your way into darkness. With this ring, I ask you to be mine." Adorei e recomendo!!
sábado, dezembro 17, 2005
Férias!
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Mais ou Menos
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos,
e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
O que a gente não pode mesmo, NUNCA, de jeito nenhum, é
amar mais ou menos,
sonhar mais ou menos,
ser amigo mais ou menos,
namorar mais ou menos,
ter fé mais ou menos,
e acreditar mais ou menos.
Senão corremos o risco de nos tornar uma pessoa mais ou menos."
Chico Xavier
domingo, dezembro 11, 2005
Mulher-serpente
["Lamia, The Serpent Woman" ~ de Anna Lea Merritt] sábado, dezembro 10, 2005
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Ausência
sexta-feira, dezembro 02, 2005
quinta-feira, dezembro 01, 2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
"Os Belenenses"
sábado, novembro 26, 2005
1º Aniversário!
Quando criei este blog não fazia a mínima ideia se era algo para continuar. Criei-o um pouco por capricho, porque sim. Durante um tempo foi quase um segredo: queria ter a certeza de que não era apenas um entusiasmo passageiro.
Nas primeiras semanas escrevia a um ritmo diário, às vezes até vários posts num mesmo dia. Sentia que tinha tanto para dizer! Sempre me foi mais fácil escrever do que falar... Agora que de novidade passou a rotina (mas daquelas boas, feitas com gosto), nem sempre consigo dispensar um tempinho para escrever um texto mais elaborado; se bem que não passo sem deixar um pensamento, um comentário sobre um filme ou um livro, uma música, um poema... o que quer que seja que me tenha marcado o dia.
Já não me imagino a fechar a porta deste cantinho e deixar a "blogosfera". Tornou-se parte dos meus dias ir visitar os blogs conhecidos, deixar um ocasional comentário, ler (com o entusiasmo de uma criança!) qualquer comentário que me tenham deixado... Tenho caderninhos onde guardo cada bilhete-de-cinema-e-coisas-que-tais que compõem a minha vida; aqui, ao materializar o que me vai na cabeça e coração (principalmente coração), guardo outros registos que fazem parte de quem eu sou.
Nestes 365 dias muita coisa se passou: Ri e chorei. Aprendi e cresci! Também este espaço sofreu mudanças, várias até!, e, quem sabe, talvez a minha inconstância levará a mais!... É certo que o seu destino não passa por ser um daqueles blogs ultra-badalados… mas também nunca foi esse o objectivo. Nem sei bem qual é o seu objectivo! Apenas sei que gosto de escrever; e gosto de como o facto de o fazer me permite expor-me um pouco mais do que o que normalmente faço. Qual caderno de rascunho onde escrevinho pedaços de mim.
365 dias se passaram e eu continuo aqui, outra mas a mesma: confusa, sempre com mais dúvidas que certezas, apaixonada, ingénua mas forte, preguiçosa quando posso e trabalhadora quando tem que ser, e sempre com muito para dar!
Já que é um aniversário, creio que tenho direito a um desejo...! Desejo que este blog continue a ser ponto de ligação com antigas amizades & ponto de partida para novos conhecimentos.
E obrigada! Obrigada ao que, com carinho, de vez em quando cá deixam a sua marca, pois não faria sentido manter os murmúrios não fora vocês!
segunda-feira, novembro 21, 2005
One Art
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Elizabeth Bishop
sábado, novembro 19, 2005
Friedrich Nietzsche
Edward de Bono
quarta-feira, novembro 16, 2005
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
...............................................i fear
no fate (for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
E.E. Cummings
[De Cummings só conheço um outro poema, que já aqui publiquei algures; este, ouvi no filme "In her shoes" e Amei! Tinha que partilhar com voçês.]
terça-feira, novembro 15, 2005
quinta-feira, novembro 10, 2005
Na biblioteca.
O odor a madeira e a livros torna presente a sensação de entrada num templo. Um templo de ideias. Na biblioteca sinto, quase fisicamente, a pequenez do meu mundo de conhecimentos.
Quando atravesso a entrada da biblioteca e a porta, atrás de mim, extingue os ruídos do exterior, entro noutro mundo. Aqui não me sinto sozinha, ou deslocada não minha solidão. Aqui sou só eu. Eu e os meus pensamentos. E os livros com os seus pensamentos. É o meu refúgio dentro deste edifício de coração frio.
[17h45: Ao ver-me sozinha no ritmo frenético do bar, vim para a biblioteca escrever... no entanto a descrição é de uma biblioteca algo diferente, fantasiada]
quarta-feira, novembro 09, 2005
Alimentação
[Escrevo este texto com o estômago reconfortado por um maravilhoso tofu com cenoura, acompanhado de arroz de feijão e salada ;)]
domingo, novembro 06, 2005
sexta-feira, novembro 04, 2005
Conversa de café.
quarta-feira, novembro 02, 2005
"As mulheres portuguesas são parvas"
Nos últimos tempos, fui entrevistada por vários jornais, os quais, suponho que devido à crise económica, me enviaram mulheres muito novas. Eram geralmente bonitas, espertas, altas, modernas e rápidas. Eis, pensei, a Nova Mulher.
Inesperadamente, o final das conversas tendeu a escorregar para a dificuldade que elas encontravam na compatibilização entre o trabalho e a maternidade. Num caso, aconteceu mesmo ter eu descoberto estar a desempenhar o papel de psicanalista, dando conselhos sobre a forma como a jornalista em causa, que acabara de ter um filho, podia e devia reivindicar para si, sem se sentir culpabilizada, um maior espaço de autonomia.
Suponho que o facto de ser mulher, mãe e avó, convida a estas confissões imprevistas. Não me importei: as revelações das jovens serviram para me mostrar que as novas gerações femininas, pelo menos as da classe média, não têm a vida mais facilitada do que eu a tive há quarenta anos. Por um lado, as "criadas de servir", como antigamente lhes chamávamos, são hoje mais caras, por outro, a ideologia dominante sobre a função da mulher alterou-se menos do que eu pensava.
Mas há mais. Os portugueses excedem-se verbalmente no seu amor pelas crianças: para 62 por cento, os indivíduos que não têm filhos levam uma "vida vazia". Ora, são estes senhores, que tanto dizem amar os filhos, que se não dão ao trabalho de lhes mudar as fraldas, de os levar ao médico ou de os alimentar. As mulheres portuguesas gastam três vezes mais horas do que os homens na lida doméstica: elas despendem, por semana, vinte e seis horas, eles apenas sete, o que dá uma diferença de dezanove horas semanais, uma média superior à europeia. As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina.
Algumas das jovens, que responderam ao inquérito, declararam conformar-se com a distribuição do trabalho vigente, chegando a dizer que "nós nunca nos zangamos por causa das tarefas domésticas", continuando a lavar a roupa, a passar a ferro e a mudar fraldas, como se os filhos não fossem responsabilidade de ambos. Sei, por experiência própria, que é mais fácil fazer greve às tarefas domésticas do que ao tratamento dos filhos. Apesar das minhas resistências iniciais, acabei por admitir que existe um laço afectivo diferente entre a mulher, que teve de carregar um feto na barriga durante nove meses, e o homem que se limitou a depositar nos ovários um montinho de espermatozóides. Mas isto não explica a exploração a que as minhas compatriotas são sujeitas, não só pelos maridos, como por uma sociedade que continua a atribuir-lhe todos os males contemporâneos, do consumo juvenil da droga à anomia cerebral dos alunos.
Nunca esperei que a situação fosse tão má quanto a que este inquérito revela. Na minha ingenuidade, pensei que, na História, havia domínios – sendo um deles a emancipação feminina – em que tinham verificado progressos. Depois de ler estes dados, tenho dúvidas. Algumas raparigas ainda parecem pensar que a sua única função no Universo consiste em desempenhar os papéis de esposas devotadas, seres paranoicamente ocupados com a limpeza do pó e mães tão excelsas quanto a Virgem Maria.
De certa forma, o destino das raparigas na casa dos trinta ou quarenta anos corre o risco de ser pior do que o meu. Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões. Mas isto é uma utopia. Nem a mais super das supermulheres pode levar as crianças à escola, atender os clientes no escritório, ir à hora do almoço ao cabeleireiro, voltar ao escritório onde a espera sempre um problema urgente, fazer compras num destes modernos supermercados decorados a néon, ler umas páginas de Kant antes de mudar as fraldas do pimpolho, dar um retoque na maquilhagem, telefonar a três "babysitters" antes de arranjar uma, ir ao restaurante jantar com os amigos do marido, discutir a última crise governamental e satisfazer as fantasias sexuais democraticamente difundidas pelos canais de televisão. Estou a falar, note-se, de mulheres socialmente privilegiadas. A vida das pobres é um inferno sem as consolações de que as suas irmãs de sexo, apesar de tudo, usufruem.
É por isso que a luta tem de continuar. Não sei se sou "feminista", nem me interessa debater a questão terminológica. Sei que sou contra todas as injustiças e, entre elas, contra a ideologia que nos quer manter encerradas numa Casa de Bonecas. Ao longo dos anos, tenho ouvido de tudo, incluindo mulheres que dizem estar contra a emancipação feminina. Pensei então que não valia a pena perder tempo com tontas. Mais madura, considero hoje que o melhor é retirar-lhes o direito ao voto, o direito ao divórcio e a protecção legal contra a violência doméstica. Se gostam de ser escravas, que o sejam. Acabou-se o tempo das contemporizações. Quem luta, tem direitos; quem se resigna, fica de fora.
terça-feira, novembro 01, 2005
Dia de Todos os Santos
É também neste dia que, logo pela manhã, onde ainda se conserva o costume, se juntam grupos de crianças que, de porta em porta, vão pedir pela alma dos que já faleceram. Nas mãos levam uma bolsinha de pano e, em resposta ao pedido, as pessoas dão o que podem, tal como dinheiro ou guloseimas.
Uma tradição que faz parte da nossa cultura cristã e que não vejo mal na sua perpetuação. No entanto, já não partilho desta opinião no que toca a dias feriados importados de outras culturas, tais como o Halloween. Mas o que é que se há-se fazer, deve ser isto a tal globalização...
domingo, outubro 30, 2005
Nova música:
"Like a rolling stone", de Bob Dylan.Um bocadinho do espírito dos "sixties" transportado para este cantinho.
Press play & enjoy!
sábado, outubro 29, 2005
segunda-feira, outubro 24, 2005
Da procrastinação.
domingo, outubro 23, 2005
Rondel de l'adieu.
C'est mourir à ce qu'on aime:
On laisse un peu de soi-même
En toute heure et dans tout lieu. C'est toujours le deuil d'un voeu,
Le dernier vers d'un poème;
Partir, c'est mourir un peu. Et l'on part, et c'est un jeu,
Et jusqu'à l'adieu suprême
C'est son âme que l'on sème,
Que l'on sème à chaque adieu. Partir, c'est mourir un peu... Edmond Haraucourt (1891)
É morrer para quem se gosta:
Deixa-se um pouco de nós mesmos
Em qualquer hora e em qualquer lugar. É sempre o luto de um desejo,
O último verso de um poema:
Partir é morrer um pouco. E parte-se, e é um jogo,
E até ao adeus supremo
É a alma que se semeia,
Que se semeia a cada adeus. Partir, é morrer um pouco...
Meu amor...
quinta-feira, outubro 20, 2005
quarta-feira, outubro 19, 2005
Decididamente, a ler.
segunda-feira, outubro 17, 2005
sábado, outubro 15, 2005
...
Ele verificou como a sua pele parecia aveludada naquela meia-luz, como os seus longos cílios faziam uma ligeira sombra sobre o doirado dos olhos. Ela notou como os seus lábios bem desenhados emolduravam uns dentes perfeitamente brancos, como os seus ombros largos pareciam um forte que a protegeria de qualquer mal.
Um vento quente e mágico envolveu-os e, com um único movimento suave, o primeiro beijo aconteceu. Descobriram, naquele instante, que estavam destinados um para o outro e que nada (nem ninguém) os poderia vir a separar.
O Sonho
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama, Pelo Sonho é que Vamos
sexta-feira, outubro 14, 2005
quinta-feira, outubro 13, 2005
quarta-feira, outubro 12, 2005
Gabriel García Marquez in “Memória das minhas putas tristes”
Da individualidade.
segunda-feira, outubro 10, 2005
domingo, outubro 09, 2005
Beauty's got a hold on me
Autumn leaves
Pretty as can be"
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada." Ricardo Reis





















