domingo, outubro 23, 2005

Rondel de l'adieu.

Partir, c'est mourir un peu,
C'est mourir à ce qu'on aime:
On laisse un peu de soi-même
En toute heure et dans tout lieu.

C'est toujours le deuil d'un voeu,
Le dernier vers d'un poème;
Partir, c'est mourir un peu.

Et l'on part, et c'est un jeu,
Et jusqu'à l'adieu suprême
C'est son âme que l'on sème,
Que l'on sème à chaque adieu.

Partir, c'est mourir un peu...

Edmond Haraucourt (1891)

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Uma tradução feita "em cima do joelho":

Partir, é morrer um pouco,
É morrer para quem se gosta:
Deixa-se um pouco de nós mesmos
Em qualquer hora e em qualquer lugar.

É sempre o luto de um desejo,
O último verso de um poema:
Partir é morrer um pouco.

E parte-se, e é um jogo,
E até ao adeus supremo
É a alma que se semeia,
Que se semeia a cada adeus.

Partir, é morrer um pouco...

2 comentários:

ana disse...

há uma qualquer música cantada já por tanta gente, em inglês, que diz assim: "everytime we say goodbye, I die a little..."

é só mais uma para ajudar "à festa".

beijinhos!

teresinha disse...

É verdade! Parece que esta é mesmo uma ideia internacional... mesmo em português temos um qualquer fado que diz "partir é morrer um pouco" =)
Beijinhos*