quinta-feira, maio 12, 2005

Tenho saudades...

Tenho saudades dos tempos em que não podia esperar por chegar à escola. Dos tempos em que todos os dias eram uma aventura.
Tenho saudades do tempo da experimentação, da novidade. Do tempo em que os meus amigos eram a minha família. Do tempo em que estar com eles era uma certeza de todos os dias.
Tenho saudades das risotas, das "voltas à escola", dos disparates, da "Lordes" e dos "nossos meninos".
Tenho saudades de passar o dia com as minhas amigas mas ainda lhes ligar ao chegar a casa para combinar o que íamos vestir no dia seguinte.
Tenho saudades das idas ao cinema quase todas as semanas.
Tenho saudades dos bilhetinhos no meio das aulas e de passar respostas no meio dos testes. Tenho saudades de saber uma semana antes o que cada uma de nós ia levar vestido à discoteca. E da emoção que era.
Tenho saudades de nos deitarmos no chão a apanhar sol nas horas de almoço de três horas.
Tenho saudades das nossas rifas aldrabadas e de vendermos fatias de bolo.
Tenho saudades de ir jogar Cluedo para a ludoteca. E do "saco dos valores" nos balneários.
Tenho saudades de ser criança e achar-me muito crescida. Tenho saudades de pertencer a um grupo. Tenho saudades do meu grupo.

terça-feira, maio 10, 2005

" Sinto pena de mulheres que continuam comprando casacos de pele, pois nelas faltam dois dos mais importantes requisitos para uma mulher: coração e sensibilidade."
Jayne Meadows

segunda-feira, maio 09, 2005

Mysteries

God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more
And when the time bell blows my heart and I have scored a better day
Well nobody made this war of mine
And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love where war is no more
I'll be there anytime

Beth Gibbons - Mysteries (do álbum Out of Season)

Image Hosted by ImageShack.us
[teresinha numa onda melancólica]

domingo, maio 08, 2005

Cartoon

Image Hosted by ImageShack.us

quinta-feira, maio 05, 2005

Gosto das pessoas ...

... não do seu estilo.

Digo isto porque há quem considere o estilo de roupa como uma característica determinante na suscitação (ou não) de interesse pela pessoa. Esse modo de avaliação das pessoas não resulta comigo, talvez por eu própria não me conseguir definir em termos deste ou daquele estilo. Não acho que sejamos o que vestimos, apesar de concordar que o visual pode dizer algo acerca da personalidade da pessoa. Para mim, a roupa que visto tem mais a ver com estados de espírito. Quando vou às compras procuro, não as peças que "estão na moda" ou as "daquele estilo que faz as pessoas parecerem tão interessantes", mas sim peças que me atraiam pelas suas linhas e cores e, acimo de tudo, peças que me façam sentir confortável e bonita. Deve ser por isto, por não me preocupar com afirmações de moda ou com o que os outros pensam, que não catalogo e descarto as pessoas pelo que vestem. As pessoas atraem-me, fundamentalmente, quando têm um sorriso simpático, um olhar sincero e falam de maneira minimamente inteligente, e isso não se vê no gosto relativamente à indumentária. Uma coisa em que reparo, confesso, é se a roupa está cuidada (porque me faz muita confusão pessoas porquitas) e no modo como a roupa assenta (porque me irrita quem veste roupa que não a favorece só porque é o que "está na moda").

Aquela onda do "aquela é beta/freak/... por isso deve ser interessante" não funciona comigo, mas isso não quer dizer que também não seja selectiva nas pessoas com quem me dou, pois procuro, como toda a gente, quem tenha mais a ver comigo! Apenas o "ter a ver comigo" não se limita à primeira impressão que o visual causou, pois a atitude perante a vida, as ambições, o modo de lidar com os outros..., são tudo coisas que pesam mais na minha "balança da amizade".

Não compreendo quando ouço pessoas tão ligadas à filosofia "peace and love", "todos diferentes, todos iguais", sairem-se com frases do tipo "não frequento tal sítio porque é só metaleiros/betos/...". Hello?? Compreendo que se queira estar rodeado de pessoas com que se sinta uma maior sintonia, mas não sejamos extremistas! Desde que seja tudo pessoal com uma onda positiva qual é o problema de partilhar um espaço? Eu pelo menos divirto-me em qualquer lado, desde que a minha companhia me agrade... não é isso que interessa?

Mas eu, admito, também tenho uma pitada de múltipla personalidade... é que, tal como considero que todos os estilos de visual têm a sua beleza, também sou capaz, por exemplo, de ir a discotecas com diferentes tipos de música e dançar divertida em qualquer um deles. Também acho que sou perfeitamente capaz de estar com pessoas de opiniões e maneiras de pensar diferentes de mim sem entrar em choque, não por me submeter mas por considerar que a discussão saudável leva a aprendizagem. Nesse aspecto não sou limitada, pelo contrário, sou bastante receptiva, o que terá a ver com a minha maneira de ver as coisas sempre pela positiva: tudo tem um lado bom, é só saber procurá-lo.

terça-feira, maio 03, 2005

Ainda acerca das Mães

Disse uma amiga no seu blog : "Deus não podia estar em todo o lado, então criou as mães". Não sou crente mas achei esta frase muito bonita e, como lhe escrevi num comentário, acho que as mães são, de facto, o que de mais parecido existe com o nosso ideal de Deus: olham pelos seus filhos e dariam a sua vida para os salvar.
Uma mãe transcende a sua própria existência, pois excede os seus próprios limites e vive também através dos filhos. Existe vida após a morte, sim, mas apenas porque, depois de partirmos, cá continua a viver a nossa obra mais perfeita: o ser que saiu de nós, feito da nossa matéria e fruto de amor.

segunda-feira, maio 02, 2005

Segunda-feira

"It's just another manic Monday (oh-woe)
I wish it was Sunday (oh-woe)"


[música das Bangles que se adequa ao meu estado de espírito sempre que acordo e me lembro que é segunda-feira =p]

domingo, maio 01, 2005

Mãe

"Com três letrinhas apenas,
se escreve a palavra MÃE.
É das palavras pequenas
a maior que o mundo tem."



A maternidade é a maior dádiva para uma mulher, ou haverá maior felicidade que segurar nos braços o filho desejado?

Ainda antes do nascimento já a criança é amada incondicionalmente pois, no útero, entre mãe e filho, estabelece-se um laço de amor que nunca se poderá romper. E, ao nascer, quando a colocam no regaço de sua mãe, ao sentir o seu calor, o seu olhar cheio de doçura, a criança sabe, no seu íntimo, que aquele é (e será sempre!) o seu porto seguro.

Ser mãe é entregar-se a si mesma, dia após dia, em prol do bem estar do seu filho. É conhecer de cor cada expressão deste, e saber o que o perturba sem que seja dita uma palavra. É curar as feridas com um beijo. É secar as lágrimas com um sorriso terno. Ser mãe é perdoar. É transformar-se numa leoa à menor perspectiva de ameaça. É transbordar de felicidade com a mais pequena conquista do filho.



"A mãe é a mais bela obra de Deus!"
(A. Garrett)

História do Dia da Mãe

"Há historiadores que reclamam as comemorações do Dia da Mãe às mais antigas festividades decorrentes na Grécia antiga, aquando da Festa da Primavera, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.
Também em Roma, a Mãe era celebrada em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo antes do nascimento de Cristo.
No século XVII, a Inglaterra popularizou o "Domingo da Mãe" nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, como homenagem a todas as mães de Inglaterra, sendo mesmo concedido um dia de folga para que se celebrasse este dia na sua plenitude.
O Cristianismo instituiu a festa da "Igreja Mãe", verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do "Domingo da Mãe".
Também no continente Americano, mais concretamente nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe no ano de 1872, um dia cujo significado fora assumidamente associado a um dia de Paz contra o flagelo da Guerra Civil.
Porém, o verdadeiro Dia da Mãe é comumente associado a Anna Jarvis.
Aos 41 anos de idade, Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães. Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familiares.
Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.
Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe. Para adornar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo da mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.
A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.
Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.
Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos idos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio. "

sábado, abril 30, 2005

Há pessoas ...

... que, com o seu espírito tão cheio de vida, pintam um dia (de outro modo banal) com todas as cores do arco-íris.

terça-feira, abril 26, 2005

Acabei de vir do veterinário com o meu Tobias. Foi levar vacinas, desgraçado... Mas portou-se bem! =)

Adoro...

... estes fins-de-semana prolongados ;)

sexta-feira, abril 22, 2005

Cenas da vida conjugal

Ela - Amas-me?
Ele - Mais que tudo!
Ela - Mesmo sendo como sou?
Ele - É exactamente por seres como és que te amo!...

quinta-feira, abril 21, 2005

Para reflectir

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Novo visual (2)

Não tinha ficado satisfeita com o outro template. Estava com um ar demasiado sóbrio... Acho que agora já está com umas cores mais apropriadas à estação em que estamos =)

Image Hosted by ImageShack.us

quarta-feira, abril 20, 2005

"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam presente."

terça-feira, abril 19, 2005

Velhice

[Texto que encontrei numa "surfada" na net.]

Envelheço quando me fecho para as novas ideias e me torno radical.
Envelheço quando o novo me assusta e minha mente insiste no comodismo.
Envelheço quando meu pensamento abandona a casa e retorna sem nada.
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
Envelheço quando penso muito em mim mesmo e me esqueço dos outros.
Envelheço quando penso em ousar mas temo o preço da ousadia.
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma.
Envelheço quando tenho chance de amar mas vence o medo de arriscar.
Envelheço quando paro de lutar.

Novo visual

Resolvi mudar o template deste meu (nosso) canto. Espero que gostem!

sábado, abril 16, 2005

The Beach Boys

"God only knows what I'd be without you
If you should ever leave me
Though life would still go on, believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me?
God only knows what I'd be without you"


[Estava a ouvi-la e lembrei-me de ti... =)]

sexta-feira, abril 15, 2005

Doçuras

Image Hosted by ImageShack.us

Eterna menina

Image Hosted by ImageShack.us

Esta é a história da menina a que não deixam crescer. Não é uma história verídica, mas também não é totalmente ficção. Chamam-lhe a Eterna-Menina, mas nós chamemos-lhe Ema.

A história de Ema começa muito antes de nascer, pois já há muito tempo que era desejada intensamente pelos seus futuros papás. O maior desgosto da mamã e do papá de Ema era o facto de não conseguirem ter filhos, por isso quando (por milagre, dizem eles) a cegonha lhes bateu à porta, sentiram-se as pessoas mais felizes do mundo. Assim, desde o seu nascimento que Ema tem todo o amor e carinho dos seus pais, mas também a sua super-protecção. Os pais de Ema sempre foram o que comummente se chama de “pais-galinha” pois, por amor ao seu rebento, sempre a fizeram viver numa redoma, protegida de todos os males e, portanto, da vida. Talvez seja por isso que, em tantos momentos da sua (ainda curta) vida, Em não se sinta preparada para encarar o futuro, que se lhe afigura demasiado duro.

Há dias em que os ombros lhe pesam e a cabeça não consegue formular um pensamento feliz, mas o sorriso, esse, está sempre pendurado nos seus lábios, qual armadura contra as perguntas indesejadas; o que a denuncia são os olhos, que não conseguem mentir e esconder a tristeza… ou denunciariam, se o rodopio da vida não impedisse os que lhe querem bem de ver mais fundo. É nesses dias que Ema se refugia na escrita.

Ema raramente chora, pelo menos lágrimas salgadas… Quando se sente triste chora lágrimas de sangue que lhe escorrem directamente do coração. As outras, as salgadas, vão se acumulando na alma, sendo libertadas apenas quando chora o sofrimento dos outros.

Mas não pensem que Ema é infeliz, não é! Tem uma vida boa e um punhado de bons amigos. No entanto, sente que lhe falta algo!... Mais emoção na sua vida, que tantas vezes é só casa-escola-casa. Ema passeia com os seus amigos e sempre que pode está com o namorado, como qualquer jovem da sua idade… mas anseia por mais independência. O grande desejo de Ema é o de fazer uma longa viagem, por um qualquer país desconhecido. Seria aquela experiência de vida, e uma forma de se começar a afastar da vivência quotidiana com os pais, uma espécie de preparação para ir (finalmente) viver sozinha. Mas o modo como foi criada impede-a de ter a garra necessária para largar tudo e partir para uma aventura dessas... e assim vai ficando cada vez mais presa à inércia com que passa pela vida.
. . .

quarta-feira, abril 13, 2005

(Remetendo para o post anterior) correu bem =)

segunda-feira, abril 11, 2005

Aaiiiiiiiiiiiiii!! Detesto apresentações orais!... Dão-me dores de barriga só de pensar...

domingo, abril 10, 2005

Cartoon me

sábado, abril 09, 2005

"O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas dos produtos do trabalho humano. A guerra é uma maneira de desperdiçar, ou de diluir na atmosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que de outra forma teriam de ser usados em prol do conforto das massas, tornando-as com o correr do tempo, inteligentes."
[retirado de 1984, de George Orwell]

sexta-feira, abril 08, 2005

Papa

Não digo que a morte do Papa não tenha sido um acontecimento cuja cobertura tinha interesse público, mas daí à exploração mediática que se verificou vai uma grande distância.

Tou'

Cansada, depois de uma maratona de estudo esta tarde...

quarta-feira, abril 06, 2005

Não confio.

Não confio em pessoas que não conseguem estar sozinhas. Sabem? Aquelas que não gostam de estar em casa, que têm que ter sempre um “programinha”. Aquelas alminhas que têm que estar sempre rodeadas de pessoas, que num jantar (almoço, lanche, whatever) não vão sozinhas aos lavabos. Aqueles indivíduos que não conseguem estar sem a sua (ou sem uma) “cara-metade”. E que têm sempre um “amigo colorido” na prateleira ou um “melhor amigo” à distância de um telefonema seu (e não o contrário, entenda-se), para quando se sentem sós.
Não confio, porque como posso confiar numa pessoa que não gosta de estar consigo própria? Faço-me entender? Se não pode esperar 5 minutos sozinha que a outra pessoa chegue é porque algo de errado se passa naquela cabeça… o que é que tem medo de enfrentar? Os seus problemas? A sua consciência?
Se calhar estou a ser demasiado mazinha… Mas não conhecem ninguém assim? Normalmente são aquelas pessoas a quem se se aponta um defeito no carácter não fazem ideia do que estamos a falar… Pudera, se raramente passam um tempinho consigo próprias como se podem conhecer a si mesmas?
Aceitam-se opiniões!

segunda-feira, abril 04, 2005

Recomeço das aulas

Quando as férias começaram prometi a mim mesma que iria guardar pelo menos uns 2 dias para estudar... Oh sim!... Já nem me lembro do nome das cadeiras LoL Mas estas mini-férias souberam tão bem!! Estava mesmo a precisar do descanso.
E hoje vou enfrentar mais um dia de aulas (e depois outro, e mais outro... até perfazer os 2 meses de aulas que ainda tenho pela frente).
Tenho que me mentalizar que hoje vou ter que sair deste torpor mental em que mergulhei e estar atenta em duas l o n g a s aulas teóricas...... Vá, coragem! =)

domingo, abril 03, 2005

Manhã

Naquele dia acordou diferente, com uma sede de viver como há muito não sentia. “Já é Primavera”, disse para consigo. Sentia-se sempre mais leve quando acordava com o chilrear das andorinhas na Primavera. Levantou-se num rompante da cama. Levantou as persianas e o Sol inundou o quarto, galgou a cama e iluminou o corpo enroscado nos lençóis. Abriu a janela de par em par e inspirou profundamente o ar fresco da manhã. “Que te deu? Fecha a janela que tenho frio”, disse uma voz sonolenta. Sorriu. Fechou a janela, calçou os chinelos e saiu do quarto. Daí a um bocado voltou, de banho tomado e com ar malandro. Pegou nos lençóis e atirou-os para trás decididamente: “Acorda amor! A vida espera-nos!!” Com isto pegou nela ao colo e, entre risos, levou-a até à cozinha onde a mesa já estava preparada para o pequeno-almoço.
Observava divertido as suas reacções: primeiro, os olhos abertos de espanto quando se sentou à mesa e depois, o apetite com que devorava os brioches e engolia o sumo de laranja, enquanto lhe perguntava repetidamente o que lhe tinha dado hoje. “Nada, doida. Estou feliz, só isso… Feliz por poder acordar a teu lado todos os dias” respondeu finalmente, olhando-a nos olhos. E dito isto levantou-se e beijou-a com carinho na testa, depois numa e noutra pálpebra, no nariz e só então na boca, apaixonadamente, recuperando um gesto perdido desde o tempo em que namoravam.

sexta-feira, abril 01, 2005

Dia das Mentiras

Não gosto, nunca gostei!, de mentir (e quem me conheçe sabe-o bem). Não sou santa! apenas não gosto de mentiras, nem mesmo "piedosas", como se costuma dizer... Nesse aspecto sou antes apologista do Eufemismo (porque às vezes é preferível sacrificar um pouquinho a verdade a magoar os sentimentos de outrém).
É que nem sequer tenho queda para a mentira: atrapalho-me a falar, coro... Será, provavelmente, por me ser tão difícil mentir que tantas vezes me surpreendo ao descobrir falsidade nos outros. Sei perfeitamente que há situações em que é complicado olhar nos olhos e dizer a verdade, nua e crua, e que por vezes o caminho mais fácil (o da mentira) é tentador. Mas os enganos, as intrigas, as mentiras (seja por maldade ou para "salvar a pele")... tudo isso me choca e enoja.
Sei bem que não sou perfeita e que não me cabe a mim julgar as atitudes dos outros (o melhor é mesmo evitar esse tipo de pessoas e/ou situações). O que me faz realmente "comichão" é existir um dia em que é "admissível" uma mentirita, uma partida. Deveriam, isso sim, dedicar um dia (já que não todos!) à verdade.

terça-feira, março 29, 2005

Soem os tambores!

Apresento-vos o mais recente membro da família:
o Tobias!!

Image Hosted by ImageShack.us

quinta-feira, março 24, 2005

Função Pública

Como amanhã é feriado, hoje saiu tudo mais cedo... Isto não é normal!...

Warsaw Village Band

Conheci-os no Festival Músicas do Mundo e fiquei impressionada. Fui vê-los ontem ao Fórum Lisboa e amei!

Para quem não conhece
São uma banda polaca de seis elementos (entre os 16 e os 25 anos), fundada em 1997. Descrevem o seu estilo como sendo “hardcore folk” ou “bio techno”, pois fazem uma ligação entre as músicas tradicionais polacas e uma sonoridade mais moderna, tocando com instrumentos tradicionais (como a "suka" que se toca com as unhas) e utilizando um estilo vocal especial.

terça-feira, março 22, 2005

22 de Março - Dia Mundial da Água

Image Hosted by ImageShack.us

Já desde 1993 que este dia é consagrado à água. Esperemos que isto contribua para uma maior consciencialização acerca da necessidade de preservação deste bem tão precioso.

segunda-feira, março 21, 2005

Primavera

Significa Amor, Borboletas, Flores, Risos, Andorinhas, Pólen, Natureza, Calor, Bebés, Arco-Íris ... E é a minha estação do ano preferida!
No entanto, chegou ao fim o primeiro dia de Primavera deste ano... e foi cinzento. Mas, tendo em conta a seca que assola o nosso país, não deixou de ser um dia iluminado.

Dia chuvoso

Descia apressadamente a rua, uma mão no bolso e a outra segurando o chapéu-de-chuva em riste, contra o vento feroz. As nuvens negras não prometiam afastar-se para breve e descarregavam a sua fúria contra os transeuntes encharcados.

Ao contornar uma poça, levanta os olhos e encontra os dela, ametistas cravadas num rosto de boneca. A sua boquinha vermelha esboçava um sorriso e ele sentiu-se empalidecer, pois nunca havia visto beleza daquela. O vento fazia ondular os caracóis que lhe emolduravam o rosto, fazendo com que destes se desprendesse um aroma a Primavera.

Um raio de Sol resvalou por entre uma fresta nas nuvens, indo pousar no seu coração. E a jovem passou por ele apressada, e ele continuou o seu caminho. Mas o dia, esse, afigurou-se-lhe bem mais agradável.

domingo, março 20, 2005

Paixão

Quero tocar os teus lábios com os meus, num beijo interminável. Quero morder, chupar, engolir, guiada por uma paixão desenfreada.
Quero enlaçar-te nos meus braços ardentes.
Quero passar os dedos por entre os teus cabelos e mordiscar-te a orelha. Quero sussurrar-te ao ouvido os sentimentos que me dominam e se sobrepõem à razão. Quero gritar ao mundo o meu prazer.
Quero arranhar-te. Quero traçar no teu corpo um mapa de paixão.
Quero amar-te voluptuosamente. Quero sentir, na dança dos nossos corpos, a união das nossas almas. Quero ser tua, para sempre.

Festa de Aniversário das Primas

Obrigada por terem ido!!

Image Hosted by ImageShack.us


quarta-feira, março 16, 2005

PSIcoisas

Parece-me bastante interessante:
Jornadas de Psicologia Clínica e Saúde Mental do Hospital Júlio de Matos - dias 8 e 9 de Abril (procurem os panfletos na faculdade!)

Pôr a conversa em dia

Aqui o meu cantinho está um bocado deixado ao abandono... é que tenho andado ocupadérrima! :p Mas vamos pôr a conversa em dia.
Ontem fiz aninhos! 21!! Ah, pois é... tou a ficar crescida! =)
Adoro fazer anos (por enquanto, pelo menos...). É me impossível estar em baixo neste dia... Adoro receber chamadas e mensagens de Parabéns! Principalmente quando de pessoas que não esperava que ainda se lembrassem do dia do meu aniversário. Faz-me sentir muito querida!...
O dia foi óptimo: à tarde, Fondue de Chocolate com os amigos chegados; à noite, comidinha Japonesa com a família. E agora ainda falta a farra!! Mas isso é só sexta-feira!... ;)
Vou dando notícias...
Beijo*

sexta-feira, março 11, 2005

Se estás de dieta...

... não proves os Biscoitos de Azeitão. Ai que delicia! Ai a minha dieta....... LoL

quinta-feira, março 10, 2005

Loucuras...

Não tenho aqui escrito mas é que ando cansadíssima... com os sonos todos trocados... e um 'cadinho preguiçosa também :p
Dia 8 eu e a minha 'miga M. participámos nas filmagens (como figurantes) de um anúncio da TMN. Chegámos ao local às 19h30 e fomos embora às 6h30 da manhã... é verdade, 11 horas de trabalho!... Tudo isto por 25€, até dá vontade de rir.
Claro que fomos mais pela experiência que outra coisa. E ainda bem, porque conhecemos um grupinho simpático e acabámos por nos divertir muito!
Não sei é se é para repetir... hoje ainda acordei com dores musculares, parece que corri a maratona. Mas estou curiosíssima para ver o resultado final! Será que apareço? =)

Beijinhos**


Image Hosted by ImageShack.us

(eu e a M. com três das pessoas que conhecemos nas filmagens)

domingo, março 06, 2005

Jantar-reunião


Numa palavra: d i v e r t i d í s s i m o !!

Em várias palavras: foi um jantar inesquecível. Decididamente, a repetir! De preferência brevemente.

'Tou...

Estou Cansada!

Gosto de acordar cedo e deitar-me tarde, para aproveitar cada minuto do dia. Mas depois ando sempre cheia de sono...
É que dormir sabe bem, mas estar acordado ainda sabe melhor!

quinta-feira, março 03, 2005

Quarto Escuro

Liguei a T.V. e fiz zapping por uns minutos. Não estava a dar nada que me chamasse a atenção. Peguei no livrinho da programação dos canais Lusomundo e reparei que tinha começado um filme há 20 minutos. Quarto Escuro; Home Room no original. Nunca tinha ouvido falar. Não conhecia os nomes dos actores. Mas também não estava a dar mais nada de interessante e comecei a ver. Acabou por ser dos melhores filmes que vi ultimamente!... Bom, para falar a verdade não tenho visto muitos filmes ultimamente... mas adorei.
Quarto Escuro foi feito (relativamente) pouco tempo depois da tragédia de Columbine, no entanto pega no tema da violência nas escolas de forma diferente do que seria de esperar. Não tem nada a ver com o filme Elephant, por exemplo, pois nunca se chega a ver o tiroteio. Quarto Escuro trata das consequências, do depois. Faz uma excelente abordagem ao tema do stress pós-traumático vivenciado por quem sobrevive a um acontecimento do tipo. De como é que se lida com o facto de se ter sobrevivido, enquanto os outros morreram.
É um filme forte (tem alguma linguagem mais crua e cenas algo violentas), que conta com uma impressionante interpretação das actrizes Busy Philipps e Erika Christensen. É um filme intenso e que não procura dar lições de moral ou explicações acerca dos motivos que levam um jovem a pegar numa arma e a matar colegas indiscriminadamente. Há coisas que acontecem sem motivo, sem explicação possível.
Mas vai mais longe. Trata de Dor. De como é normal sentir Dor quando se está perante um acontecimento Doloroso. Aborda também, ainda que ao de leve, o problema do abuso de anti-depressivos para adormecer o espírito.
Recomendo. E não vou dizer mais nada ou perde toda a piada.

quarta-feira, março 02, 2005

PSIcoisas (a.k.a. coisas-que-só-interessam-a-alunos-de-Psicologia)

Não percebo porque é que nunca vejo pessoas da minha faculdade a assistir às conferências da FUNDIP!
São cursos (gratuitos) de 5/6 conferências interessantíssimas sobre Psicopatologias, é só estar atento aos panfletos que afixam sempre pela faculdade fora.
Pessoalmente, sinto que aprendo mais numa conferência do que numa semana de aulas :)

terça-feira, março 01, 2005

Indignação (2)

Para chegar ao EcoPonto mais perto de minha casa (num tempo útil que compense o esforço) tenho que ir de carro. Ainda para mais, não dá para parar o carro perto.
Lá se vai a minha tentativa de ser mais ecológica... :/

Março

Para muitos este é o mês da Primavera, dos primeiros (e tímidos) raios de Sol depois de um Inverno chuvoso.
Para muitos este é o mês da Mulher (dia 8 é o Dia Internacional da Mulher), para tantos outros está associado ao Dia do Pai (dia 19).
Para muitos este é um mês como outro qualquer.
Para MIM este é o meu mês!


P.S.: dia 15 espero os vossos Parabéns ;)

Indignação

A cidade continua salpicada de cartazes de propaganda política. Não haverá uma lei que obrigue os partidos a remover o respectivo "lixo"? Ou será que estão a pensar deixar isto assim já para as próximas eleições?

domingo, fevereiro 27, 2005

Às vezes esqueço-me...


... o privilégio que é poder distanciar-me da confusão da cidade aos fins-de-semana.
Estas fugas são o que me permite não me cansar de Lisboa e da vida activa que aqui se leva.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Estou preguiçosa (2)


Como preguiçosa que estou para escrever, deixo-vos imagens do meu dia... Afinal de contas uma imagem vale mais que mil palavras, ou não é?
Hoje tive o dia livre e aproveitei para estar com o meu menino! =) Passeamos muito e encontrámos a minha prima I.
Estava mesmo a precisar de um dia de descanso (até estava a precisar de mais...)!
Um beijo**

Estou preguiçosa...

até para escrever.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Mesa de café

Entramos num café e os meus olhos percorrem o espaço à procura da melhor mesa. Sentamo-nos na mesa do canto, no fundo da sala, porque permite uma visão global da sala e de quem entra.
"São dois cafés, se faz favor!"
A música de fundo deixa-me ouvir a voz de quem se sentou à minha frente, e apenas um murmúrio difuso vindo de outras mesas.
"Obrigada." Despejo meio pacote de açúcar, nem mais nem menos, e mexo vagarosamente enquanto aceno com a cabeça.
A luz é ténue. De uma e outra mesa partem rolos de fumo que ondulam no ar, até se desvanecerem, se misturarem numa fina névoa que tudo cobre.
Agarro na chávena de modo a aquecer as mãos geladas da rua. "Sim, sim..." respondo distraidamente enquanto observo o que se passa à minha volta.
Noutra mesa de canto um casalinho, de mãos unidas e cabeças quase coladas, derrete-se ao som das suas juras de amor. Na mesa do centro duas raparigas de ar emproado riem alto. Ali um homem engravatado lê as notícias do dia. Acolá uma senhora de carrapito e ar cansado dá o iogurte ao neto irrequieto. Aqui e ali mesas vazias.
Olho pela janela o lusco-fusco. As luzes dos automóveis que dão a curva encandeiam-me.
"Sim, já se faz tarde." "A conta por favor!"
E fechamos os casacos e piscamos os olhos enquanto voltamos ao frio desconfortável da rua.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Que bem que sabe...

... um chá de limão quentinho feito pela mamã!

Mais do que as prendas caras ou os elogios, são os pequenos gestos feitos com amor que nos aquecem mais o coração!...

Aceitação

A vida é feita de altos e baixos, e tudo o que nos acontece marca-nos: os momentos felizes deixam-nos boas recordações e os momentos tristes cicatrizes. Porque não podemos viver no passado, estas últimas têm que ser isso mesmo, cicatrizes... uma marca que nos recorde uma lição aprendida, que nos recorde que caímos mas que tivemos força para voltar a levantar-nos.
Já tenho dito mas nunca é de mais repetir, não nos podemos vergar face às adversidades! Devemos, sim, manter a cabeça fria e enfrentar os obstáculos. Para superar a frustração causada por contrariedades e imprevistos, é fundamental desenvolver a capacidade de perceber e aceitar o que acontece. Só aceitando conseguimos perceber a situação na sua dimensão real, sem exageros nem distorções.

Há que
aceitar que a vida nem sempre corre como desejamos e gozar a vida com tudo que ela oferece!

Amizade


"Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles."
Adam Parfrey

domingo, fevereiro 20, 2005

Eleições

Já fui exercer o meu direito e dever de votar.
Espero que todos o façam.
Irrita-me quem não vai votar! Marcar posição é, quanto muito, votar em branco. Que interessa não ir? A única coisa que mostra é desinteresse.

Leituras

Depois de tanto tempo a ler somente apontamentos e livros técnicos recomendados, a alegria de voltar a pegar num bom livro "porque sim"!...
Começei a ler O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde... porquanto parece-me bem, mas quando acabar digo-vos o que achei.


Oscar Wilde - pequena biografia
Poeta, dramaturgo e ensaísta irlandês, de nome completo Oscar O'Flahertie Fingal Wills Wilde, nasceu a 16 de Outubro de 1854, em Dublin, e faleceu a 30 de Novembro de 1900, em Paris, França.
A sua obra, nomeadamente a poesia, apresenta características que permitem incluí-lo na corrente finissecular do Esteticismo. As comédias O Leque de Lady Windermere (1892) e A Importância de se chamar Ernesto (1895) [vi o filme, giríssimo!] são consideradas obras-primas. É autor também da famosa obra O Retrato de Dorian Gray (1890).
Pela sua homossexualidade, foi alvo de um célebre processo-crime, que o levaria a cumprir dois anos de prisão com trabalhos forçados (1895-1897). Depois de ser libertado, adoptou o nome Sebastian Melmouth e foi viver para França. Passou os últimos três anos da sua vida em Paris, onde publicou A Balada da Prisão de Reading (1898), revelando as condições inumanas da vida na prisão.

sábado, fevereiro 19, 2005

Estudantices (2)

Ontem fiz, finalmente, o último exame deste semestre! Bom, que alívio!... Já não aguentava estudar nem mais uma frase...
Agora é férias!! Bem, pelo menos até segunda-feira... lol

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Estudantices

Não tenho aqui escrito porque ando a estudar para um exame oral que vou fazer amanhã. Como eu odeio orais... estou numa pilha de nervos!!
Já comecei as aulas segunda-feira mas só houve duas teóricas de "apresentação", e ainda bem porque não iria estar com cabeça para mais nada...
Ai, este fim-de-semana vou descansar tanto!...

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

14 de Fevereiro (a.k.a. Dia dos Namorados)

Não resisto a manifestar aqui a minha indignação relativamente a quem ainda vai na conversa das prendinhas, postalinhos, coraçõezinhos e outros que tais... O "Dia dos Namorados" é só mais uma data disparatada (a par do dia da mãe/do pai/do sei-lá-mais-o-quê) para apelar ao nosso espírito consumista!...
Não preciso que ninguém marque uma data para te dizer, a ti, que te amo!!! =)

sábado, fevereiro 12, 2005

Mais um post de (des)amor...

Quem já amou e perdeu esse amor, sabe o que é o medo de estar sozinho, de ficar sozinho. A solidão empederne os corações, mata... e a necessidade de a ultrapassar leva-nos a cometer o erro de procurar o amor no sítio errado. Empurra-nos para o mundo das relações casuais, na esperança (vã) de encontrar aquele sentimento que nos aquece a alma. Mas a alma, essa, não se deixa enganar. E o coração continua a bater sozinho.
Essa procura de um alguém que nos arranque da solidão, impede-nos de fazer o luto da relação que acabou. Então, ainda presos ao passado, procuramos construir um futuro... o resultado? Esse já se sabe, mais uma tentativa gorada de amar...

Relações

A paixão tolda-nos a vista e leva-nos a acreditar que a relação durará para sempre... mas a verdade é que, com o tempo, muitas (tantas!) relações acabam por esfriar. Um dia acordamos e, num repente, damos conta de que aquele sentimento tão intenso, aquele que nos fazia esquecer tudo o mais!, acabou. Morreu.
Mas não é bem assim, não pode ser assim! Num dia o amor, no outro dia a indiferença?
Tem que ser muito mais do que isso... talvez o que aconteça é que está cada um tão concentrado no seu umbigo, nos seus ciúmes, nos seus desejos de amar e de ser amado, no seu ideal romântico do que é o amor, que se esquecem do que é principal: do cuidado de procurar conhecer realmente a outra pessoa, da responsabilidade que é tomar conta do coração de outrem, da atenção às necessidades do outro, da importância dos pequenos gestos; então, com o tempo, a relação esmorece e torna-se superficial.
A princípio nem nos apercebemos... sentimos o amor tal como o idealizámos. Até que um dia há um toque que não nos arrepia, há um sentimento que queremos exprimir mas as palavras já não saem... e aí aparece a dúvida, e a dúvida leva, mais tarde ou mais cedo (dependendo da nossa capacidade de mentirmos a nós próprios), à certeza. À certeza inabalável, lancinante, de que afinal não é amor, não era amor... mas apenas o esboço de um sentimento que podia ter sido, e não foi.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

LoL

Se estão à espera de um post inteligente então podem passar à frente... é que não resisti a colocar aqui esta anedota que me mandaram por mail :p


Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse:
- Que petulância seres chamada de flor! Vê a tua pele áspera e a minha lisa e sedosa. Vê o teu cheiro desagradável e meu perfume sensual e envolvente. Vê o teu corpo grosseiro e o meu delicado e elegante... Eu, sim, sou uma Flor!
Ao que a couve-flor respondeu:

- De que adianta ser assim tão linda se ninguém te come...?

Uma música à partida simples mas que (me) toca: The Blowers' daughter

[teresinha numa onda lamechas]

Post telegráfico

Fiz mais um exame stop correu bem stop

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Deus

"Se Deus existe, o que eu sinceramente não acredito, entenderá que há um limite para a compreensão humana. Foi Ele quem criou esta confusão, onde há miséria, injustiça, ganância, solidão. A sua intenção deve ter sido óptima, mas os resultados são nulos; se Deus existe, Ele será generoso para com as criaturas que desejarem ir-se embora mais cedo desta terra, e pode até mesmo pedir desculpas por nos ter obrigado a passar por aqui."
in Veronika decide morrer, Paulo Coelho

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Sonhando acordada

Sentada na secretária sinto o cansaço a apoderar-se de mim, a pouco e pouco, vergando-me sob o seu peso. Já lá vai mais de um mês de estudo intenso! Os dias sucedem-se uns atrás dos outros, parecendo-me a mim sempre iguais... (exceptuando os próprios dias de exame) cada novo dia é só mais um dia dedicado ao estudo.
Então, frequentemente, dou por mim a olhar para o infinito, a caneta tombada em cima dos cadernos, a sonhar acordada...
Que maravilhosa é esta capacidade de sonhar acordado! Com apenas um pouco de imaginação podemo-nos projectar para onde quer que seja, ser quem nos apetecer... podemos voltar ao passado ou construir um futuro...
Sonhar acordado é um óptimo escape para as preocupações do "mundo real". E, ao contrário dos sonhos ditos "normais", não temos que nos preocupar com pesadelos.


"Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois. Eu fico ali sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois."
Sozinho, de Caetano Veloso

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Ensaio sobre a cegueira

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
Livro dos Conselhos


Acabei ontem de ler o romance de Saramago "Ensaio sobre a Cegueira".
Para quem não leu, o ponto de partida é uma inexplicável epidemia de cegueira em que os cegos "vêem", não preto, mas branco. A partir daí, Saramago faz uma descrição brutal, mas sublime, do que é a natureza humana.
A maneira de escrever é a de sempre, com um mínimo de parágrafos e nada a demarcar o início das falas; nunca ao longo do livro há uma referência espacial ou temporal, nem mesmo chegamos a saber o nome dos personagens. Pode parecer confuso mas, pelo contrário, a leitura corre com uma fluidez que chega a ser embriagante.
É um livro dramático e que não nos deixa indiferente!



«O Bancário» - Tem considerado o Ensaio sobre a Cegueira como um livro duro. Porquê?
José Saramago - Trata-se de uma situação em que toda a gente cega e, a partir daí, ninguém sabe conviver, onde ir ou o que fazer, porque o mundo está organizado para quem vê. Então, sobem ao de cima os instintos maus, a necessidade de sobreviver contra os outros. Até agora, quem leu o livro está de acordo: é um livro duro.
«B» - O que o levou a escrever um livro assim?
J.S. - Não é fácil dizer porque se escreve um livro, embora este tenha uma resposta simples: o mundo (parece-me que estamos de acordo) não está bem, é terrível. Vamo-nos habituando às coisas más, dolorosas, alucinantes. E perdemos a sensibilidade, a capacidade de reagir às coisas más, de combatê-las. Este livro é, de uma maneira transposta, a metáfora do medo real. Tinha que ser duro, porque o mundo é duro e violento. Foi a consciência desta sociedade que é a nossa que me levou a escrever este livro.
«B»- É um grito de alerta?
J.S.- Não é um grito de alerta, porque os outros não dão por eles. É mais como quem cumpre um dever, uma obrigação. Se penso que as coisas estão assim, tenho que dizê-lo... Como se dissesse: como vamos? vamos mal. Não posso mudar o mundo, por isso a minha contribuição é escrever um livro onde o denuncie. E o leitor irá decidir até que ponto isso lhe interessa.

ANDRADE, Elsa, "Ensaio sobre a Cegueira ou o sofrimento de Saramago" in jornal O Bancário, s/l, 6 de Novembro 1995, pág.10.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Sucesso

Todos nós procuramos o sucesso. Seja a nível profissional ou no campo amoroso, é da natureza humana querermos ser o número 1 em tudo quanto nos envolvemos.
No entanto, se é normal querermos atingir a realização pessoal, já não se pode dizer o mesmo de querer obter êxito a qualquer preço. Há quem, movido pela ambição, não olhe a meios para atingir os fins, utilizando (habilmente, diga-se) os outros como trampolim para o sucesso. Sucesso fácil! Sem suor, nem sangue, nem lágrimas... mas à custa do suor, sangue e lágrimas dos outros, dos ingénuos. São os parasitas do reino, não animal, mas humano.
Estes seres, tão baixos e mesquinhos, são normalmente colegas que mostram ares de inteligência, maneiras agradáveis e porte bonito. São seres que, com um misto de simpatia e autoridade, conseguem impelir os mais fracos (de cabeça, claro está) a fazerem o seu trabalho, a assumirem culpas que não têm. Estes seres desprezíveis não se acanham em aproveitar-se do trabalho dos outros e, por vezes, com as suas manhas, ainda os conseguem convencer de que quem realmente merece os lucros são eles próprios.
Mas, felizmente, "nem tudo está podre no reino da Dinamarca". Ainda há aqueles para quem a paz de espírito é mais valiosa que os louros ganhos desonestamente. Ainda há quem defina estratégias baseadas na premissa do esforço e do trabalho honrado, para atingir os seus objectivos. Estes são os corajosos que sabem que o sucesso (ou o fracasso) só depende deles próprios.

Ponto Já

Hoje descobri a existência da Loja Ponto Já, na Av. Liberdade. É um novo espaço destinado (especialmente) aos jovens, onde se pode estudar, fazer trabalhos e aceder à internet. Tem também um espaço de lazer e um bar. O visual é muito jovem e moderno e, no que me concerne, bastante convidativo.

Para mais informações:
http://recursos.juventude.gov.pt/lojaspontoja.pdf
Vídeo:
http://recursos.juventude.gov.pt/lojasja.wmv

domingo, janeiro 30, 2005

Keep it simple

Considero-me uma pessoa optimista e, como tal, para mim o copo está sempre meio-cheio!
Ser pessimista faz mal ao coração. Quem vive, permanentemente, à espera que as coisas corram pelo pior, passa pela vida como um autómato. Não arrisca, não cresce, não sente, não vive!
No entanto, desengane-se quem pensa que a vida é um mar de rosas. Não é! Mas face às intempéries da vida não nos podemos resignar; há que manter a cabeça fria, os olhos fixos nos objectivos e encontrar soluções. Como alguém dizia, o que existem não são problemas, mas sim soluções.
Também alturas há em que mais vale parar e esperar que as coisas acalmem; esperar a poeira assentar de modo a poder ver com clareza o caminho a seguir. Mas o que não se deve nunca é baixar a cabeça!
Há que trilhar os caminhos da vida (às vezes auto-estradas, outras difíceis caminhos de cabras) com auto-determinação, coragem e um sorriso nos lábios.
Não vale a pena complicar,
keep it simple!

Everybody's free (to wear sunscreen)

[Adoro a letra desta música, por isso aqui a deixo transcrita:]

Ladies and Gentlemen of the class of ’99.
Wear sunscreen.
If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it.
The long term benefits of sunscreen have been proved by scientists where as the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience…
I will dispense this advice now.
Enjoy the power and beauty of your youth; oh never mind; you will not understand the power and beauty of your youth until they have faded.
But trust me, in 20 years you’ll look back at photos of yourself and recall in a way you can’t grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked….
You are not as fat as you imagine.
Don’t worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday.
Do one thing everyday that scares you.
Sing.
Don’t be reckless with other people’s hearts; don’t put up with people who are reckless with yours.
Floss.
Don’t waste your time on jealousy; sometimes you’re ahead, sometimes you’re behind… the race is long, and in the end, it’s only with yourself.
Remember the compliments you receive, forget the insults; if you succeed in doing this, tell me how.
Keep your old love letters, throw away your old bank statements.
Stretch.
Don’t feel guilty if you don’t know what you want to do with your life… the most interesting people I know didn’t know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 years old I know still don’t.
Get plenty of calcium.
Be kind to your knees, you’ll miss them when they’re gone.
Maybe you’ll marry, maybe you won’t, maybe you’ll have children, maybe you won’t, maybe you’ll divorce at 40, maybe you’ll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary… whatever you do, don’t congratulate yourself too much or be rate yourself either – your choices are half chance, so are everybody else’s.
Enjoy your body, use it every way you can… don’t be afraid of it, or what other people think of it, it’s the greatest instrument you’ll ever own.
Dance… even if you have nowhere to do it but in your own living room.
Read the directions, even if you don’t follow them.
Do NOT read beauty magazines, they will only make you feel ugly.
Get to know your parents, you never know when they’ll be gone for good. Be nice to your siblings; they are the best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go, but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.
Live in New York City once, but leave before it makes you hard; live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you’ll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
Don’t expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund, maybe you have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out.
Don’t mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85.
Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia, dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it’s worth.
But trust me on the sunscreen…

(música de Baz Luhrmann, letra adaptada de uma crónica de Mary Schmich)

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Amizade

[Encontrei este texto, de autor desconhecido, numa incursão por um qualquer site, à procura já nem sei de quê...]

Disse um soldado ao seu comandante:
- O meu amigo não voltou do campo de batalha. Meu comandante, solicito autorização para ir buscá-lo.
Respondeu o oficial:
- Autorização negada! Não quero que arrisque a vida por um homem que, provavelmente, está morto!
O soldado, ignorando a proibição, saiu. Uma hora mais tarde, mortalmente ferido, voltou transportando o cadáver do seu amigo.
O oficial estava furioso:
- Eu não lhe disse que ele estava morto?! Diga-me, valia a pena ir até lá para trazer um cadáver?
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, meu comandante! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e disse-me: "Tinha a certeza que virias!"



Um verdadeiro amigo é alguém que nos apoia nos momentos bons e (principalmente nos) menos bons; mas que é o primeiro a criticar-nos, e a fazer-nos ver a razão, quando assim é preciso.
No entanto, não podemos considerar um amigo como alguém que está "sempre às ordens", pois, tal como uma flor tem que ser regada periodicamente, também a amizade "murcha" se não se mantiver o contacto.
Para se ter amigos, acima de tudo, tem que se ser amigo!

Three down, two to go.

Fiz hoje mais um exame.
Ando já tão cansada!... E não vou ter nem um dia de férias antes do 2º semestre... (suspiro)
Espero ansiosamente as férias da Páscoa...

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Felicidade

Ver um filme que nos toca no mais profundo da alma.
Rir com vontade, apenas porque sim.
No pico do Verão, "vegetar", no fresco de uma esplanada, com aqueles amigos.
Ler um livro que nos prende até à última palavra.
Assistir a um pôr-de-sol que nos parece único, porque o partilhamos com uma pessoa especial.
Tirar boa nota naquele exame que "correu tão mal".
Num dia chuvoso, beber um cacau quente (que nos aquece o corpo) com aquele alguém que nos aquece o coração.
...
A felicidade é (apenas) isto. A soma de pequenos grandes momentos de bem estar, conforto e alegria!
(E a lista é infindável... basta a sensibilidade de não deixar passar ao lado o mais singelo momento de beleza.)

Metro em hora de ponta

multidão como carneiros . empurrões . "mal-criadices" . caras fechadas . falta de ar . esgares de contrariedade . "pisões" . desaforos . olhares que se evitam . cheiros agoniantes . gente anónima, cansada da vida...
... no meu íntimo, um grito de desespero: tirem-me deste filme!!!

terça-feira, janeiro 25, 2005

(In)actividade

Faz já uns dias que não desvendo minh'alma neste espaço, que é tanto meu quanto do mundo. Mas esta inactividade está relacionada com o estado de intensa actividade em que ando: é que estou em época de exames... está tudo explicado, não está? :)
Tenho passado os dias inteiros a estudar, mas guardo sempre uma horita ou outra, à noite, para passear pela blogosfera. No entanto, confesso, inspiração e cabeça para escrever é que não têm abundado por estes meus lados.
Mas ter um blog não é a mesma coisa que manter um diário. Não há aquela obrigação de descrever todos e cada um dos dias, não é verdade? A meu ver, é inútil escrever por escrever, "porque sim"... o que conta é partilhar, seja o que for: uma emoção, uma experiência... E partilhar não implica prazos, necessita apenas de vontade de dar (e receber).
Por isso, e porque não gostaria que o meu blog fosse apenas mais um daqueles recheado de fotos/citações só para dar uma (falsa) ideia de actividade, prometo "postar" sempre uma parte de mim, só não prometo quando...
Um beijo*
P.S.: se se indagaram... os exames têm corrido bem :)

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Eu e Tu

O nosso amor afigura-se-me algo de enorme, maior do que a vida.
És meu amante e amigo, meu confidente e conselheiro. Quando estou em baixo, descanso a cabeça no teu ombro e o teu abraço retempera-me as forças. O teu poder é enorme.
Comove-me ver o amor nos teus olhos, quando procuram os meus; senti-lo nos teus beijos quando me estreitas nos teus braços. Fico preenchida com as tuas pequenas atenções, mesmo quando pensas que não as noto. E o dia toma todas as cores do arco-íris quando fazemos as coisas mais simples (como ficar deitados na relva, horas a fio, a namorar).
As correntes do nosso amor que nos agrilhoam, apenas me fazem ser mais livre. Livre de inseguranças e incertezas. Livre de escolher ficar contigo, para sempre. Livre porque, apesar de unos (na alma), somos, simultânea e principalmente, individuais.
Deixas-me ébria com os teus beijos e os nossos corações batem ao mesmo ritmo do prazer. O que sinto, quando estamos juntos, só pode ser da mesma matéria de são feitos os sonhos...
Que mais poderia eu almejar?

quarta-feira, janeiro 19, 2005

O quase

Para reflectir:
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.


Luís Fernando Veríssimo

Não tenho nada a acrescentar... manifesto apenas o desejo (ou a esperança) de nunca me acomodar num "quase viver", pois de que vale a vida se não é vivida intensa e plenamente?

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Lua

Lua fria. Lua feminina.
Lua poderosa que eleva as águas e comanda os ciclos da mulher.
Lua receptiva que se deixa olhar e namorar. Luz que ilumina sem agredir.
Lua, senhora da noite.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Não me canso...

Não me canso de aprender... de saber sempre mais, sobre mais coisas.
Não me canso de amar... e de ser amada.
Não me canso do azul do mar... e do sol reflectido na pele dourada.
Não me canso de sonhar... e de lutar para transformar os sonhos em realidade.
Não me canso de sentir... o conforto de te ter a meu lado.
Não me canso de sorrir... e de receber sorrisos de volta.
Não me canso das pessoas... dos amigos e conhecidos, de todos aqueles a quem quero bem.
Não me canso de acreditar... em contos de fadas.
Não me canso de viver... com atitude positiva.
Não me canso de ser livre... sem esquecer que tudo o que faço retorna em triplicado.
Não me canso de te fazer rir... com as minhas palhaçadas.
Não me canso de ser feliz... para sempre.

Lua adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.


Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


Cecília Meireles

À parte

Encarar a vida com alegria não é sinal de futilidade! @-`--

Peixes



[Achei que esta descrição me assentava que nem uma luva... :) Este post é dedicado a quem, tal como eu, é pisciano. *]

Podem ser impulsivos como os nativos do signo Carneiro,
teimosos como os nativos do signo Touro,
versáteis como os nativos do signo Gémeos,
carinhosos como os nativos do signo Caranguejo,
egocêntricos como os nativos do signo Leão,
críticos como os nativos do signo Virgem,
sociáveis como os nativos do signo Balança ,
profundos como os nativos do signo Escorpião,
filósofos como os nativos do signo Sagitário,
reservados como os nativos do signo Capricórnio,
altruístas como os nativos do signo Aquário
e uma mistura de todos!

São os seres mais emotivos, mais receptivos e mais simpáticos da Terra. Quem consegue ficar com raiva destes seres tão gentis, com aquele olhar doce e meigo? Com aqueles olhos sentimentais e quase sempre molhados, vai cativar e sensibilizar qualquer um. Estão sempre prontos a ajudar as pessoas... São sensíveis a tudo.
Se há um mundo da Lua, é lá que eles vivem. Procuram explicações místicas para o mundo e estão sempre abertos às ciências místicas e esotéricas. São muito intuitivos e são muito compreensivos e sensíveis. São óptimos conselheiros, e até um tanto compulsivos quando querem auxiliar alguém. São um pouco distraídos mas às vezes arregalam os olhos e fixam um ponto no infinito.
Além do mundo da Lua, eles também vivem na Terra, já que têm mesmo de viver! Os nativos do signo Peixes nunca serão conhecidos pela pontualidade [lol, tal e qual!]... Adoram dormir e curtir cada momento de todas as tarefas e podem demorar horas para se despacharem. Adoram o ambiente nocturno... ADORAM sapatos. De todos os tipos e cores, e de todas as idades. Costumam guardar sapatos durante anos, assim como as roupas, às quais se apegam. No conjunto eles sempre estarão bem vestidos. Mesmo que venham com uma roupa velha, parece que têm vestido um "modelo" novo.
Prezam a amizade e respeitam aqueles que escolhem como amigos. Verdadeiros amigos, que sabem o significado da palavra amizade. Fazer amizade com os nativos do signo peixes significa fazer amizade para sempre.

In www.e-noivos.com (adaptado)

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões

terça-feira, janeiro 11, 2005

Dois estranhos, Um casal

Dois estranhos.
Um olhar de relance, e um vislumbre de interesse.
Uma batalha de palavras.
Um ímpeto de paixão.
Os corpos numa dança voluptuosa.
Um frémito de prazer.
Sussurros langorosos.
Uma troca de olhares, cúmplices no amor.
Um casal.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Carta a um falecido


A noite vai já adiantada e eu sem conseguir dormir. Penso em ti... Quando é que não penso?... Penso em tudo o que vivemos juntos... e choro!
Há já quase um ano que partiste. Às vezes acho que não aguento viver nem mais um dia sem ti... e grito!
Desde aquele dia, aquele fatídico dia, que já não sou a mesma. Todos me dizem que tenho que ultrapassar isto, mas não sei como... A dor é demasiado forte!... As forças abandonam-me... Tento fazer boa cara mas no meu íntimo estou aos gritos!!
Sei que tenho que me manter viva. Pelo menos por mais um dia... Mas depois vejo os teus olhos nos olhos dele e é como se me rasgassem o coração!...
Vivo presa às recordações do que fomos e às imagens do que nunca chegaremos a ser... Se não fossem as lembranças do nosso amor nada mais me prenderia a esta vida. Se é que se pode chamar a isto viver...
Estou tão cansada...

terça-feira, janeiro 04, 2005

Vazia

Escuto
no silêncio do meu ser
a devastação que deixaste em mim.

Quando partiste arrancaste
pela raiz
o meu coração.

No seu lugar
apenas sombras.

Sinto-me vazia...

Teresa Velez Lago

Rebeldia

Soltem-me
as algemas

Quero a minha alma livre
meu corpo livre
meu pensamento livre

Esbofetear o mundo
e cuspir
na vida.

Manuela Amaral

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Ano novo... vida nova!

A festa de passagem de ano correu optimamente e o primeiro dia do ano foi muito bem passado. Ou seja, entrei com o pé direito em 2005!!

Eis a minha resolução de ano novo:

Querer sempre mais: aprender mais, amar mais, viver mais!!


Só assim posso continuar a crescer em mim mesma.

Um beijo *