"Like a rolling stone", de Bob Dylan.
Um bocadinho do espírito dos "sixties" transportado para este cantinho.
Press play & enjoy!
domingo, outubro 30, 2005
E porque toda a gente tem um animalzinho de estimação virtual, eu não quis ficar atrás...! Sendo assim apresento-vos, aí do lado direito ao fundo, a versão digital do meu coelhinho Tobias! ;) É uma brincadeirinha engraçada a que não resisti a aderir.
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do blog
sábado, outubro 29, 2005
Parece-me que já aqui não escrevo há uma Eternidade. A verdade é que esta semana foi absolutamente caótica! Poucas horas de sono e muito trabalho... Causa: apresentação oral (como as detesto!...). Agora está tudo mais calmo, só preciso de descanso, que o meu cérebro está a zeros.
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da faculdade,
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segunda-feira, outubro 24, 2005
Da procrastinação.
É em alturas como esta que a máxima "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje" ganha toda uma nova força.
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de mim
domingo, outubro 23, 2005
Rondel de l'adieu.
Partir, c'est mourir un peu,
C'est mourir à ce qu'on aime:
On laisse un peu de soi-même
En toute heure et dans tout lieu. C'est toujours le deuil d'un voeu,
Le dernier vers d'un poème;
Partir, c'est mourir un peu. Et l'on part, et c'est un jeu,
Et jusqu'à l'adieu suprême
C'est son âme que l'on sème,
Que l'on sème à chaque adieu. Partir, c'est mourir un peu... Edmond Haraucourt (1891)
C'est mourir à ce qu'on aime:
On laisse un peu de soi-même
En toute heure et dans tout lieu. C'est toujours le deuil d'un voeu,
Le dernier vers d'un poème;
Partir, c'est mourir un peu. Et l'on part, et c'est un jeu,
Et jusqu'à l'adieu suprême
C'est son âme que l'on sème,
Que l'on sème à chaque adieu. Partir, c'est mourir un peu... Edmond Haraucourt (1891)
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Uma tradução feita "em cima do joelho":
Partir, é morrer um pouco,
É morrer para quem se gosta:
Deixa-se um pouco de nós mesmos
Em qualquer hora e em qualquer lugar. É sempre o luto de um desejo,
O último verso de um poema:
Partir é morrer um pouco. E parte-se, e é um jogo,
E até ao adeus supremo
É a alma que se semeia,
Que se semeia a cada adeus. Partir, é morrer um pouco...
É morrer para quem se gosta:
Deixa-se um pouco de nós mesmos
Em qualquer hora e em qualquer lugar. É sempre o luto de um desejo,
O último verso de um poema:
Partir é morrer um pouco. E parte-se, e é um jogo,
E até ao adeus supremo
É a alma que se semeia,
Que se semeia a cada adeus. Partir, é morrer um pouco...
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poema
Meu amor...
Gosto de chegar uns minutos depois da hora marcada e que já lá estejas à minha espera. Ver-te ao longe e não conseguir conter um sorriso, enquanto caminho na tua direcção. Nos olhos, um brilhozinho de felicidade não passa despercebido. Adoro abraçar-te com força, como se não nos víssemos há uma semana, e murmurar-te ao ouvido as palavras carinhosas que me brotam do coração.
O tempo passa tão depressa (demasiado depressa!) quando estamos juntos...
[Mesmo depois de quase 4 anos de namoro, cada momento contigo tem sabor a primeira vez!...]
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a ele
Por vezes, sinto-me como se vivesse num mundo à parte... Como quando sou confrontada com certas atitudes que, de tão mesquinhas, nem sabia possíveis.
O mundo real consegue ser demasiado feio. E eu só quero continuar a usar as minhas lentes cor-de-rosa!...
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de mim
quinta-feira, outubro 20, 2005
quarta-feira, outubro 19, 2005
Decididamente, a ler.
O quê? A crítica de João Pedro George (do blog Esplanar) à pseudo-literatura (literatura "light", como gostam de lhe chamar...) de Margarida Rebelo Pinto.
Para terem uma ideia:
"(...) Margarida Rebelo Pinto repete-se imoderadamente, copia frases de uns para outros livros, utiliza por vezes citações de escritores sem lhes atribuir a origem, tem deslizes de ortografia e comete erros gramaticais, as personagens, as situações, os temas e a estrutura narrativa são sempre os mesmos, as vidas que relata são homogéneas e monótonas, há incongruências catastróficas no vocabulário dos narradores, retirando-lhes toda a credibilidade, as representações dos homens e das mulheres são padronizadas, estereotipadas e simplistas, a escrita toca as raias do mau gosto e do anedótico, o estilo é uniforme e preguiçoso. Tudo considerado, livros deploráveis, falhados e vulgares. Não é fácil afirmar estas coisas, no início senti-me inclusivamente desapontado. É que o fenómeno Margarida Rebelo Pinto era-me simpático. Quando a comecei a ler até estava predisposto a gostar dela. (...)"
A partir daqui o autor desenvolve os seus argumentos, com uma mão-cheia de exemplos.
Pessoalmente, só li o primeiro livro de Margarida Rebelo Pinto; não fez minimamente o meu género e, como tal, não tenciono perder mais nenhuma hora a ler os seguintes (sim, porque a leitura de escrita tão básica não leva mais tempo do que isso). Assim, não posso confirmar a totalidade do que J.P.George afirma no seu texto, mas adorei a crítica e recomendo vivamente.
segunda-feira, outubro 17, 2005
"A vida não é a que cada um viveu, mas a que recorda e como a recorda para contá-la."
Gabriel García Márquez
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citação
sábado, outubro 15, 2005
...
Olharam-se nos olhos e, naquele momento, o resto do mundo desapareceu.
Ele verificou como a sua pele parecia aveludada naquela meia-luz, como os seus longos cílios faziam uma ligeira sombra sobre o doirado dos olhos. Ela notou como os seus lábios bem desenhados emolduravam uns dentes perfeitamente brancos, como os seus ombros largos pareciam um forte que a protegeria de qualquer mal.
Um vento quente e mágico envolveu-os e, com um único movimento suave, o primeiro beijo aconteceu. Descobriram, naquele instante, que estavam destinados um para o outro e que nada (nem ninguém) os poderia vir a separar.
Ele verificou como a sua pele parecia aveludada naquela meia-luz, como os seus longos cílios faziam uma ligeira sombra sobre o doirado dos olhos. Ela notou como os seus lábios bem desenhados emolduravam uns dentes perfeitamente brancos, como os seus ombros largos pareciam um forte que a protegeria de qualquer mal.
Um vento quente e mágico envolveu-os e, com um único movimento suave, o primeiro beijo aconteceu. Descobriram, naquele instante, que estavam destinados um para o outro e que nada (nem ninguém) os poderia vir a separar.
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ficção
O Sonho
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
pelo Sonho é que vamos.
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama, Pelo Sonho é que Vamos
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poema
sexta-feira, outubro 14, 2005
Apenas quando as pequenas coisas que tomamos como certas nos falham, é que entendemos a sua magnitude na nossa vida...
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opinião
quinta-feira, outubro 13, 2005
quarta-feira, outubro 12, 2005
"Descobri que a minha obsessão de que cada coisa estivesse no seu lugar, cada assunto no seu tempo, cada palavra no seu estilo, não era o prémio merecido de uma mente ordenada mas, pelo contrário, um sistema completo de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, mas como reacção contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir a minha mesquinhez, que passo por prudente por ser pessimista, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que não se saiba que pouco me importa o tempo alheio. Descobri, por fim, que o amor não é um estado de alma mas um signo do Zodíaco.”
Gabriel García Marquez in “Memória das minhas putas tristes”
Gabriel García Marquez in “Memória das minhas putas tristes”
Da individualidade.
Não se deve apenas "ir atrás do rebanho", relegando os próprios gostos e opiniões. Mas também não faz sentido limitar o comportamento só para não ir atrás desse rebanho. Há que fazer sempre aquilo em que se acredita, e isso só por si já nos torna únicos.
Num registo muito simplista, é ridículo ouvir apenas a música que "está na moda", para se ser igual, mas é igualmente ridículo ouvir apenas a "que não está na moda", para se ser diferente. Qualquer uma das atitudes demonstra inflexibilidade e tacanhez de pensamento. Há que "ouvir todo o tipo de música" para saber o que é que vale a pena seguir e, a partir daí, manifestar a diferença que está dentro de cada um.
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opinião
Admiro, e secretamente invejo, quem tem uma ideia definida do que quer e faz o possível para o obter, cheio de determinação e força de vontade.
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de mim
segunda-feira, outubro 10, 2005
Ao contrário de muita gente, não gosto nada do som do vento a fazer abanar as folhas da árvore em frente e o da chuva a bater na janela, lá fora.
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de mim
Parece que quem veio ocupar o lugar do Verão foi, não o Outono, mas o Inverno! (Mal)acompanhado de vento frio e de nuvens carregadas de chuva.
Já não existe Outono. Com o Sol frio a reflectir-se nas gotículas de humidade e a tornar tudo tão brilhante... Com as folhas douradas a formar tapetes estaladiços debaixo dos nossos pés...!
domingo, outubro 09, 2005
Ao que parece, o Verão cedeu o lugar ao Outono. E já não era sem tempo...
"Autumn leaves
Beauty's got a hold on me
Autumn leaves
Pretty as can be"
Beauty's got a hold on me
Autumn leaves
Pretty as can be"
Beth Gibbons
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do mundo
"Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada." Ricardo Reis
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada." Ricardo Reis
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poema
quinta-feira, outubro 06, 2005
Quando se está à espera de uma mera apresentação da cadeira e afinal "levamos" com uma aula de duas horas... é, no mínimo, duro!
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da faculdade
Irmãos Grimm
Os irmãos Grimm foram eruditos que fizeram o registo das antigas narrativas e lendas germânicas, antes perpetuadas por tradição oral.
Neste filme Wilhelm e Jacob Grimm são apresentados como um par de vigaristas do séc. XIX, numa Alemanha ocupada pelos Franceses, que finge que livra aldeões de monstros e bruxas, ganhando assim dinheiro de forma fácil. Mas, quando são intimados pelas autoridades francesas a desvendarem uma série de desaparecimentos misteriosos, vêem-se forçados a enfrentar forças realmente fantásticas, sob pena de irem parar à guilhotina...
Dirigido por um dos "Monty Python" - Tery Gilliam -, o filme é um conto-de-fadas-com-toques-de-humor-negro, feito de "recortes" das histórias de encantar dos irmãos Grimm, onde não falta a Rainha Má, o Capuchinho Vermelho, a Cinderela ou Hansel e Gretel.
"One of the things I enjoy about my films is that children really love them. They are open-minded. As we get older we seem to close in. We limit the size of the world we limit everything about it. We have to break that shell open sometimes and The Brothers Grimm is just a desperate attempt to do so."
Terry Gilliam
segunda-feira, outubro 03, 2005
Já repararam como a luz do amanhecer se assemelha com a do entardecer?
Também o que às vezes parece um final, não é mais do que um novo princípio.
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opinião
domingo, outubro 02, 2005
Pôr-do-Sol
No topo da falésia, um vulto recortava-se contra o céu raiado de laranja. Ele aproximou-se. Lentamente, passou-lhe os dedos pelos cabelos soltos e os seus lábios tocaram-se suavemente.
Tendo como pano de fundo as luzes da cidade, sentaram-se olhando o horizonte. Ele pousou-lhe o braço sobre o ombro, puxando-a docemente para si, e esperaram.
Ao longe o Sol ia descendo no céu, tornando-se cada vez mais vermelho, cada vez mais intenso... qual último grito desesperado.
No final, quando apenas uns ténues raios lutavam contra o pesado cair da escuridão, ela olhou-o nos olhos procurando certezas.
Levantaram-se. De mãos dadas aproximaram-se da beira da falésia... e saltaram, no escuro abismo da eternidade.
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ficção
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